MESTRE-SALA E PORTA-BLACK FLAG é um sambista embriagado numa
roda punk? Ou seria um roqueiro doidão numa roda de samba? As duas
coisas, se você estiver falando da banda HALÉ, que tropeçou, catou
cavaco na avenida suja da vida, caiu de beiço no chão e levantou com
menos dentes mas sem deixar de lado o sorriso, no estilo Tião Macalé.
Este é o segundo álbum da banda Halé, que completa em 2012 sua
primeira década de atividade, misturando a pegada do rock com a
malemolência do samba carioca. Chega no sapatinho, disponibilizando o
álbum para download, para o que der e vier. Bem devagar, quase de lado,
tipo o Martinho (da Vila), pronta para voltar para o seu habitat
natural: a estrada.
Nessa segunda aventura no mundo do ar-condicionado siberiano, vulgo
estúdio de gravação, pedimos para desligar o dito cujo e registramos as
treze faixas do álbum na Toca do Bandido, um dos mais conceituados
estúdios do país. A mixagem ficou nas mãos do Jorge Guerreiro, mais
conhecido pelos trabalho feito com bandas como o Dead Fish, Pitty e
Matanza. Para fechar a tampa, Leonardo Medeiros, que também produziu o
disco, masterizou o Mestre-Sala e Porta-Black Flag.
O álbum conta com a participação de Valcimar Lucas, vocalista do
Ataque Periférico, e todo o conceito gráfico foi elaborado por Daniel
Ete, desenhista e integrante do Muzzarelas.
Formação:
Perninha – Vocal
Vitor Pirralho – Guitarra
Gustavo – Baixo
Maurinho – Bateria