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Release/Histórico
bichoKleber12 mc, dj e produtor musical alem de estudante do curso de Produção Sonora na Universidade Federal do Paraná. É integrante dos grupos Dozeaba, De Rep´nt e Família Dragãoque juntos formam a Lapaz crew. Além de ter produzido varios grupos de rap , trilhas sonoras para peças teatrais e comerciais de radio. coproduziu as coletâneas “Som de CTBA” volumes um e dois, as coletâneas "www.lapazprodsons.com volume um e dois", o cd da Família Dragão, Dozeaba, FMA, entre outros títulos. Vinda receber atravéz das produções da Lapaz o prêmio de melhor produtores de rap no Paraná nos anos de 2003 e 2004.
Escreve para o site: www.hiphopparana.com
O Movimento Sócio Cultural Hip-Hop O movimento Hip-Hop se caracteriza por eventos realizados por pequenos grupos de artistas e militantes em escolas e praças públicas, neles se apresenta a produção artística, são realizadas palestras e oficinas de arte, onde os participantes são instigados pelos educadores, a se tornam pensantes, que interpretam, julgam, e que direcionam a sociedade, substituindo a disputa pela solidariedade o individualismo pela cooperação e enfatizando a liberdade de expressão. Assim os eventos de Hip-Hop faz-se uma das mais poderosas ferramentas de acesso na educação, fundamentada na formação através da metodologia crítico-superadora , do cidadão transformador da sua realidade. Vem mostrar que existem várias perspectivas na sociedade, pautando-se superação da organização social e tanto na democratização do acesso aos bens culturais como na redistribuição da renda. Do processo de relações sociais, que vem resultando em desigualdade social, homogeneização cultural e individualismo, tendo como conseqüência a alienação da sociedade. Para expor a indignação a essa situação, surgem movimentos como o Hip-Hop , forjados na coletividade e com função de informar o cidadão a respeito de sua situação na sociedade, mostrando que ele tem deveres e direitos.
No processo de relações sociais, os opressores retiram dos oprimidos as possibilidades de vir a conhecer a própria realidade, colocando falsas verdades como forma de induzir as pessoas para que se contentem com a sua condição de vida, ao invés de buscar a transformação do que as oprime. Isso somente beneficia aos que retém o poder, ou seja, o opressor. O sistema mundial financeiro, nos dias atuais, possui um mecanismo manipulador, onde desejos e condutas são inseridos na sociedade, criando-se mentiras, que pelo fato de serem praticamente impostas, se tornam falsas verdades, resultando em desigualdade social, preconceito, miséria, homogeneização cultural e criando um sentimento individualista nas pessoas. Tudo isso está inserido no neoliberalismo, que é, em sua essência, é injusto e favorece aqueles que detêm um maior poder de aquisição. O que se observa é uma sociedade cuja meta é sempre o lucro a qualquer custo, o lucro para poucos, mesmo que a conseqüência seja a alienação da maior parte da sociedade. Para expor sua indignação contra essa situação, surgem os movimentos sociais, como o Hip-Hop, que forjados na coletividade, vão em busca de uma sociedade melhor para todos. Nesse contexto os eventos de Hip-Hop vem se consolidando como uma das mais poderosas ferramentas de acesso a criança e ao jovem na educação, pôr ser um movimento sócio cultural fundamentado na formação do cidadão crítico e transformador da sua realidade, e pôr conseqüência da sociedade em que vive, através do aprendizado da arte, da prática artística e das relações que são trabalhadas nos eventos de Hip-Hop. A Experiência mostra e prova que através dessa formação ele é capaz de se superar e atingir aquilo que o opressor mascara como inatingível. O Hip-Hop, então, é um movimento sociocultural, formado de quatro elementos: Break (dança), Mc (cantor e poeta), DJ (músico produtor do instrumental) e o Grafite (artes pictográficas), alem dos militantes que são pessoas que mesmo sem ter uma p
oficina de elétroacustica - beat eggs, b.bird & eletric
kleb, glue ou cola?
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tirar os jovens das ruas
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a ocasião faz o inimigo - 2nd aniversário da invasão do iraq
advento da modernidade
beat chopin
beat de razhes a avicena
beat pimentas quentes
Integrantes
Bichokleber12 - Voz / DJ / MC / Percussão / Programações
Influências
No final dos anos 1960 os Estados Unidos da América viviam uma época de pós-segregação e pós-direitos civis. Em meio a esse contexto sócio-político surgem movimentos como o Black Power:
“(...) O Black Power foi um dos movimentos políticos mais importantes do século passado. Nasce e tem seu apogeu nos anos 60, tendo conduzido os negros dos EUA a uma nova conciência étnica e a conquista de direitos civis, políticos e econômicos. Teve em Malcom X uma das suas figuras mais expressivas. Trechos de música como Say it loud, I´m Black I´m proud (digam em voz alta, sou negro e tenho orgulho), de James Brown, se tornaram palavras de ordem.(...)”
Surgiu também um movimento chamado Zulu Nation que unia inicialmente os negros, e depois os jovens pobres e desfavorecidos naquela sociedade, com o pretexto de ouvir música e o propósito de discutir a situação em que estavam vivendo:
“(...)em 1975, fui a África pela primeira vez, através da UNICEF, Eu tinha o conceito da Zulu Nation antes de ir para África, por causa o filme Zulu, com Michel Caine – esse filme me inspirou, assim como os ensinamentos do honorável professor Elijah Muhammed, e também o que estava rolando no movimento de direitos civis, com Malcom X, Martin Luther King, os Panteras Negras, o ministro Farrakhan. Vi um paralelo da situação dos negros nos EUA com o que acontecia no filme, onde os negros lutavam contra a opressão dos ingleses.(...)”
Em meio a tudo isso surgiu o movimento Hip-Hop “(...) Expressão que engloba certas manifestações da cultura negra, como dança, grafite, técnica de discotecagem e sobretudo rap (...)”. No início Afrika Bambataa trouxe a idéia da formação da “posse” que era a união dos quatro elementos do Hip-Hop para que através da organização eles pudessem ao mesmo tempo demonstrar sua arte e trazer melhorias a suas comunidades e a suas próprias vidas com o trabalho social e voluntário.
Juntamente com outros Djs da Zulu Nation eles foram aproximando grupos de pichadores, músico-poetas, dançarinos e jovens que antes guerreavam e, agora, se uniam através da arte. Surgiu assim uma nova geração conhecida como a Geração H ” (...)geração de negros americanos nascidos entre 1965 e 1984, que, no entanto, não deve ser confundida com a Geração X.(...)”, essa geração está diretamente ligada à cultura do Hip-Hop, tendo seus atos e maneira de pensar influenciados pelas músicas, filmes, eventos e pelos preceitos do Hip-Hop. Nesse novo movimento cada um tinha sua contribuição, o dj era o individuo que além de tocar os break beats, faziam, através de suas técnicas, o instrumental. Os mc´s, que eram aqueles que além de cantar seus versos, improvisavam, animavam o público e passavam as mensagens no microfone. O grafiteiro através da sua pintura com linguagem e técnicas próprias e bem características Os b.boys através da sua dança manifestam em cada movimento um sentido e uma ideologia implícita. O movimento estava formado e de certa maneira estruturado, devido à grande aceitação e ao envolvimento da população. Em sua expansão era preciso que qualquer pessoa e não só artistas pudessem fazer parte do Hip-Hop. Assim, seus idealizadores criaram um novo elemento: a militância. Todos poderiam dar sua contribuição ajudando a promover e organizar os eventos, que são a essência do Hip-Hop, em que as pessoas se encontram, trocam idéias e se mobilizam. Esses eram os mandamentos da Zulu Nation. Áfrika Bambaataa definiu essa nova ordem no Hip-Hop dessa maneira:
“(...) Por volta do fim dos anos 1970, eu estava tentando equilibrar um pouco a coisa toda para unificar o povo e resolvi adicionar um novo elemento: a sabedoria. Mais tarde, nos anos 1980, chegamos ao (que seria nosso guia para os anos 1990 e para o próximo milênio, que é: sabedoria, cultura e aceitação.
Atualmente o movimento Hip-Hop está em expansão por todo o planeta, inclusive no Brasil, em que seus conceitos encontram identificação com o perfil do povo brasileiro. Mas seus idealizadores alertam:
“(...) As pessoas de outros países tem que parar com essa merda [SIC] de copiar os grupos americanos, o lance é você fazer o seu Rap do seu jeito, com a sua língua nativa (...)”