Home ArtistaBlogFotosFãsArtistas FavoritosMensagens
Release/Histórico
Se o que te vem à cabeça ao pensar em rock gaúcho são bandas engraçadinhas, com nomes engraçadinhos, letras engraçadinhas e um visual que deixou de ser moderno mais ou menos em 1969, é melhor rever seus conceitos.
A Red So Deep – virginiana nascida em 2004 - pode ser portoalegrense no papel, mas na prática é marcada por uma herança genética que vai bem alem das fronteiras territoriais dos pampas. Ao invés do lugar comum e das tendências cada vez mais vigentes, o que se vê (ou, no caso, o que se ouve) é a essência de tudo o que se produziu de bom no rock alternativo na década passada, sob o filtro dos anos 00 e das experiências musicais e pessoais de seus integrantes.
O importante é que mesmo tendo pelo menos um dos pés firmemente fincado no tempo em que Seattle era Meca e camisas de flanela eram vestimentas ritualisticas sagradas, não há um pingo de nostalgia perceptível na música do A Red So Deep. Claro, não é difícil notar nítidos ecos disso e daquilo no som feito por Fergs (vocal), Junkie (guitarra), Rodrigo de Muniaguirra (guitarra), Saúl Farias (baixo) e Filipe Telles (bateria), mas nenhuma das várias influências fala mais alto que a voz da própria banda. O que já significa muito quando se vive em uma época em que ser moderno é copiar os sintetizadores do Duran Duran.
Nestes curtos (quase) cinco anos de carreira, foram três Eps: As Black Furniture Makes Cat Hair Appear, Heated, e o recém lançado Delusional Stakes. Ouvir as meras onze músicas que compõem o cardápio completo da banda provoca uma sensação um tanto esquisita de euforia e depressão: 37,8 minutos de música (segundo meu iTunes) boa é sempre muito pouco. O que fica é o mesmo sentimento de um final de semana de baladas bem aproveitadas: a ressaca e o vazio no dia seguinte são quase insuportáveis, mas você sabe que se divertiu como nunca. E sabe que no final de semana que vem, tem mais.