Release/Histórico
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Festival Vaca Amarela
Martin Cererê
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Martin Cererê - Goiânia
Dia 18 de Outubro
Festa de 10 anos da Monstro Discos
Martin Cererê - Goiânia
MUDHONEY + MQN + Black Drawing Chalcks + Trissonicos + Señores + Mechanics
O show
Rollin Chamas é escracho e vagabundagem do começo ao fim.
Bossa nova, moda de viola, funk carioca, baladas românticas, músicas nordestinas e, claro, muito rock and roll.
A apresentação da banda, causa uma inicial estranheza, por conta da dificuldade de entender qual a utilidade de um enorme sofá bem no meio do palco, de um videogame em uma ponta e uma churrasqueira elétrica em outra ponto do palco.
Quando entram no palco, um está vestido de dona-de-casa, com bolsinha e tudo mais (o vocalista e showman) os outros estão com roupões de banho, com chapéu de vaqueiro, mas quando começam a soltar suas canções à base de riffs de hard rock, metal, funk carioca e outros gêneros menos nobres, as coisas mudam de figura.
Além da presença de palco, transformado em uma espécie de sala brega (como a de qualquer casa por ai) e totalmente ensandecida, com convidados sentados no sofá e/ou pulando em meio aos músicos, as músicas e as inteligentes e debochadas letras sustentam a chinelagem.
Durante o show, a banda ainda distribui pamonha e frango assado para o público e faz na churrasqueira elétrica presente no cenário, um delicioso churrasco.
Disco
O único disco lançado pela banda, também tras gêneros, devidamente sacaneados, como o pagode, em 'Doutor' – "... seu doutor, não tem explicação, eu sou roqueiro, e meu filho nasceu negão ... dei pra ele um cd do AC/DC, ele nem quis ouvir, falou que odeia distorção ...". Ainda na linha da distorção paterna, 'Garota de Programa', 'Estátua' e 'Feliz Ano Punk', não deixam ninguém parado no show, ou sentado na audição do disco. Outra que faz qualquer um sacudir é “Adalgisa”, um mesclado de música brega sertaneja e metal.
Nas letras, nada escapa à ironia totalmente punk dos Rollin' Chamas, com tiradas memoráveis como "... Deus é brasileiro, e o capeta é americano", ou "... Eu queria os seus beijos, e você, me evangelizar".
Destaque importante para o alerta de “É o sal”, a homenagem a um lazer muito comum (mas tido como brega) em Goiânia (terra onde vive a banda) em “Pic nic Vaca Brava”e ainda “O Dia que a Casa Caiu”, “Comprimido” e “KD o Jerêrê”.
Ótima também é a ode "tipo Tim Maia" ao comprimido 'Diazipina' - "Diazipina, ah, você me viciou, você é o meu novo amor, eu não vivo sem ti ...". Explícita no show, mas escondida no disco – deixem rodar a última faixa - uma das melhores e mais sarcáticas letras fecha o disco, com a mesma pegada hard rock da abertura.
Rollin’ Chamas é mais do que apenas uma banda divertida, é arte no palco e protesto e ironia nas letras.