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Release/Histórico
Os italianos chamam de "osso buco" (literalmente osso furado), do corte que se obtém da perna do boi cortada horizontalmente. É o que se conhece também como músculo com osso. No nordeste é conhecido como chambaril e em geral é acompanhado de um pirão feito com o caldo do cozido e arroz branco. Mesmo para os que curtem essa receita, a aparência causa uma leve estranheza, mas que logo é recompensada com um sabor bem próprio.
Da mesma forma que o similar gastronômico, o Chambaril na música é estranho e enigmático a princípio e divertido e dançante quando você passa a ouvir melhor. O projeto é analógico-eletrônico, as batidas são feitas de qualquer som e a melodia (?!) é consistente através de um pirão formado por samples de todo tipo de registro fonográfico: de Costinha a Iron Maiden.
O Chambaril começou em meados de 2001, com dois amigos que costumavam transformar suas experiências psicodélicas em longas jams gravadas num 4-track analógico. Com o passar do tempo eles perceberam que só eles entendiam todas aquelas longas evidências de demência sonora. Visando uma melhor compreensão da sua obra, eles decidiram cortar as "melhores" partes das jams, transformá-las em loops e seqüência-las numa ordem "lógica" e numa duração mais "pop". Resumindo, as jams são os princípios ativo e a tecnologia (lo-fi) sintetiza o princípio ativo em doses homeopáticas para os ouvintes curiosos.
A formação do projeto é variável de acordo com o pedido, mas em todas elas, Claudio N e Pi-R são as figuras fundamentais. A banda já possui material para vários discos, mas só agora está sendo lançado o primeiro, através da Bazuka Discos, selo paralelo do Coquetel Molotov.
"O CD do Chambaril, guardada às proporções, lembra "Sobrevivendo no Inferno", do Racionais MC’s, dada a enorme quantidade de autoinformação misturada a informações "recebidas", na forma de samplers" Lúcio Ribeiro, Popload, Folha de S.Paulo
"O disco é a experiência pública mais radical já praticada em Pernambuco na área do sampler" Júlio Cavani, Diário de Pernambuco
"Gostei especialmente das faixas "Mendes", "A Casa Caiu" e "Em Busca da Cachorra Perfeita". Esta última, se tivesse um vocal tipo Madonna, seria impecável." Diplo, especial para a Revista Trip
Claudio N - Baixo / Outro Pi.R - Teclado Mohazz - Programações Carlos Montenegro - Guitarra
Influências
Psicodelia, colagens( música concreta, eletrônica, hip hop...), Dub, free jazz, minimalismo, dadaísmo e músicas que levam os integrantes a rir, dormir, dançar e trepar(não um com o outro).