Release/Histórico
Em meados de 2001, em Jacarepaguá - Rio de Janeiro, Rodrigo Salcedo resolve chamar seus velhos amigos da época da banda Ultor Gustavo Miguel e Pedro Portella para voltarem a tocar, pois desde o fim do Ultor eles haviam abandonado por completo a música. Após os primeiros ensaios com Rodrigo ainda nos vocais, ele conta aos seus companheiros a vontade de abandonar os vocais e chamar um amigo para um teste para assumir a função. Com a concordância de todos, ele convida Sergio Prada (ex -Motim e América Latina) para ‘assistir’ a um ensaio de sua banda. Este vai despreocupado e no meio do ensaio é convidado a assumir os vocais. A identificação foi imediata, apesar das influências tão diferentes dos seus componentes. Enquanto Pedro Portella se identifica com jazz, mpb e instrumental, Rodrigo Salcedo prefere o rock mais pesado, com influências de grunge e metal, enquanto Sergio Prada bebe na fonte do rock dos anos 70, blues e soul.
Assim estava formada a espinha do Coronel Mostarda.
Em agosto de 2004, às vésperas do primeiro grande show da banda no Sagrada Mistura na Barra da Tijuca, a banda é surpreendida por um duro golpe: Gustavo Miguel comunica seu desligamento da banda. Os três ‘sobreviventes’ resolvem não cancelar o show e assume o baixo, faltando apenas cinco dias para o show, Henry Campos. A apresentação foi um sucesso, e consolidou a formação da banda.
A banda segue seu caminho em busca do reconhecimento de seu trabalho, totalmente autoral. Coronel Mostarda tem um som bem definido, agressivo, simples e marcante, rock and roll com batidas pesadas e composições centradas nos melódicos riffs de guitarra de Rodrigo Salcedo, do tipo que você assovia a segunda vez que ouve.
Em setembro de 2004 a banda realiza seu grande show. É convidada pela produção para abrir o show do Detonautas Roque Clube.
A banda faz uma apresentação apoteótica, que lhe rendeu vários convites para outros shows. Coronel Mostarda se distancia das atuais bandas que tomam conta da cena undergound do rock brazuca, pois tem a coragem de não cair na mesmice do hardcore ‘melódico’ e ‘romântico’ que satura a cena roqueira brasileira nos últimos anos.
As letras falam de assuntos diversificados, e são outro destaque do Coronel Mostarda.
São inteligentes, realistas, conscientes, fortes, com rimas elaboradas e que tratam desde a angústia e o tormento da solidão (Casa do Diabo), à desesperança e descrença com a perda da fé em Deus (Nimbus) passando pela violência, agressão e desrespeito que sofre o povo (Abaixa que é tiro!) à triste experiência que é a ressaca e a preguiça que nos assola na segunda-feira (Segunda-feira), enfim, letras que falam de sentimentos e experiências que acontecem com todos e que precisam ser gritadas.
Enfim, Coronel Mostarda vai adquirindo respeito e uma imagem positiva destilando criatividade e bom gosto raros, bebendo a vida em goles generosos, pois segundo a filosofia da banda, a vida fica bem melhor com três pedras de gelo.
Pode mandar os boeings na torre, Coronel Mostarda não desaba.
Pro diabo, Sorte sempre e
Take Care rapazes!!
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e.mail: coronelmostarda@gmail.com