Release/Histórico
---------Por Alexandre Matias-------------------------------------------------------------------------------------------------------Fabio é um dos muitos artistas desta década que forçam esta reaproximação entre as duas metades esquizofrênicas da música brasileira atual. Ao lado de nomes como Cidadão Instigado, Vanguart, Walverdes, Macaco Bong, Cérebro Eletrônico, Mallu Magalhães, Mundo Livre S/A, Little Joy, Frank Jorge, +2, Supercordas, Nação Zumbi, Curumin, Céu e BNegão, ele faz parte de uma geração – não necessariamente etária – que desrespeita as convenções do pop brasileiro e a submissão à supervisão “adulta” da MPB ante o rock.
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Caixa de Sonhos é, sem dúvida, um disco de rock. Por mais que arraste sua voz para soar mais italiano em “Contessa”, que soe quase folk em “Sunshine” ou que torne-se um chanteur do meio do século 20 em “Antoine” (as três músicas que tiram a guitarra do primeiro plano do disco), o disco tem sua melodia mais gritada do que cantada e é povoado por riffs de guitarra e pela dinâmica entre instrumentos – todos tocados por Fabio – que evidentemente bebe do rock dos anos 70 e 80, de timbres que só poderiam ser tocados, por brasileiros, caso estes advogassem pela causa juvenil.
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Na encruzilhada entre o pop e a MPB, Fabio prefere optar por nenhum caminho. O sambinha “Acossado” dá bem o tom de todo o disco, apesar da brasilidade da faixa destoar do resto do som do álbum, um meio termo entre Edu Lobo, Nirvana e Radiohead.