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Release/Histórico
Músicas fortes e surpreendentes. Rock alternativo, com cadências mais lentas, solos psicodélicos de guitarra, climas soturnos de teclado e um ótimo vocal. Às vezes, lembra algo do Coldplay, Radiohead, bandas do Britpop e do estilo "palhetas para baixo" (leia: rock nacional pós-Los Hermanos). A maioria das letras trata de temas passionais, mas sem pieguices e clichês. Não há nada apelativo ou pegajoso, apesar da sonoridade familiar e acessível. É até difícil eleger uma faixa como a melhor do disco. Mas, as minhas preferidas são: "Minha Fuga", "Dízimas" e "Mal-me-quer". Ao vivo, o Monophone executa as canções exatamente como foram registradas no CD. Ou é o contrário? No disco, eles gravaram as músicas exatamente como tocam no palco. Enfim, tecnicamente, os caras são muito bons. Mas, também, não era pra menos! A banda surgiu da fusão das extintas: The Singles, Behead, Carcará e Influenza. É formada por figuras carimbadas da cena local independente: André Fernandes (vocal), Cid Filho (guitarra), Zé Maria (guitarra), Júnior Arruda (teclados), Ricardo Donato (baixo) e Bruno Brasil (bateria). Pra completar, o CD foi produzido em parceria com o experiente Régis Damasceno, membro do aclamado Cidadão Instigado. Penso que o "Álbum Desconhecido" tem tudo pra se tornar conhecidíssimo.... Por Fabinho Monteiro (Jornal O POVO)