Release/Histórico
Se o bugre é o tipo sem raiz nem flor, falando um arremedo de “guaraportunhol”, de rosto pintado e short da adidas, queremo-lo como símbolo. Fruto de misturas raciais e culturais, de diversas influências por vezes incompatíveis, o bugre véio é o “zé ninguém”, o “zé mané”, arremedo de gente. Disso deriva nossa proposta de conciliar sonoridades díspares, de “bugrar” sons. Sem resgate cultural, sem tradicionalismos.
Desde que morreram os últimos vestígios de purismo (graçadeus), e depois que termos como “ecletismo” se gastaram, a música pode enfim ser popular sem (pre)conceitos, sem crítica especializada que a julgasse por sua originalidade (graçatomzé).
O Bugre Véio defende a música, o som. Assim ou assado. Cruzado, de preferência.
Desde de 2003, partindo da pesquisa da música regional, do compasso ternário e suas possibilidades, os integrantes foram “bugrando” o rasqueado até o toco, até o batuque que ninguém ouvia nele. Procuravam trabalhar de forma solta, com dois violões e percussão.
Já tocaram em várias casas noturnas, bares e em alguns Festivais, como o Festival da América do Sul e no Festival de Música Urbana do MS. Hoje o barraco abriga cinco: Giovani (vocal e violão), Vitor (percussão), Robertinho (guitarra), Tiago Parron (baixo) e Diogo (bateria).
Sem pretensões pelo novo, pelo inédito (sem manifestos); mas pela música capaz de se comunicar com todos.
Inserindo seu primeiro EP “Destroncando o Tuiuiú” com seis músicas na sintonia dos seres terrestres.