Release/Histórico
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Criciúma, sul de Santa Catarina. O que parecia uma simples brincadeira, passa-tempo, “hobby” (ou como preferir definir) acompanha um grupo de amigos, ainda adolescentes. Brincadeira? No começo, pode ser. Só no começo!
1995. Começou aí a tal “brincadeira”. Em meados deste ano, surge a “NO DIRECTION”. Nomeado como uma espécie de homenagem à uma das maiores influências da banda, o nome já de cara deixa nas entrelinhas o que a banda sempre objetivou, direta ou indiretamente: atingir à todas as pessoas e todos os lugares, “sem uma única direção específica”.
Gustavo “Manique”, Mateus e Juliano “Barriga”, então colegas de escola, resolveram também juntar-se à um pequeno movimento, que culminou no surgimento de várias bandas de garagem da época. Um ano depois, Ricardo “Kako” ingressa na banda, de onde permanece até os dias atuais. O que aconteceu durante esse tempo todo? Ouvindo a primeira e a última música criada lhe fará entender rapidamente, como uma porrada distorcida no ouvido.
O primeiro álbum surge em ’98. Gravado em Porto Alegre, RS, a banda desenvolve o lendário “Dispara!”. O trabalho com intuito de ser apenas um “demo”, deixou muitos ouvintes desapercebidos estagnados, acompanhando toda uma geração. Um clássico que tornou até hoje a inclusão obrigatória nos sets de shows de hits como “A hora tá chegando”, “Páginas Viradas”, “Punk Rock Show” e a aclamada “Uma vadia”.
No ano seguinte, inicia-se um processo que pode ser muito bem intitulado de “maturação da banda”: o som, seus integrantes, etc.
Um dos integrantes da banda vai morar nos Estados Unidos. Um ano depois, o restante da banda se junta no país norte-americano. O resultado disso? Experiências profissionais, equipamentos de primeira, ensaios, e um divisor de águas chamado “CUSTOM MADE PUNK ROCK”, segundo trabalho da banda.
Gravado, produzido, mixado e masterizado totalmente em solo americano, C.M.P.R. não teve muito direito a tempo para ser concebido. Com ensaios de última hora, depois de um ano inteiro separados pela linha do Equador, a banda escreve na história de toda uma região, e por que não, de todo um cenário nacional: um pioneirismo
independente que até então poucos haviam conquistado ou tinham tido coragem para botar em prática. Todo esse sentimento está evidenciado em cada uma das 15 faixas do álbum (sem esquecer é claro da sensacional faixa bônus, escondida no final). O álbum, produzido por Kurt Ballou (CONVERGE/EPITAPH REC.) e mixado por Mark Donohue, teve seu lançamento ocorrido apenas em 2002.
O período subseqüente serviu também para consolidar o grupo num quesito que desde os primeiros shows já era reconhecido: o desempenho e presença de palco na execução das músicas. Os anos de experiência na busca por um som de qualidade, pela mescla na postura profissional com ensaios periódicos e equipamento literalmente “gringo”.
Em 2004, o até então baterista da banda, Barriga, decide sair. Depois de alguns meses, Beto (ex-Gridy) assume as baquetas.
A formação está hoje em dia mais forte do que nunca. Manique (guitarra+vocal), Kako (guitarra+vocal), Mateus (baixo+vocal) e Beto (bateria) estão atualmente trabalhando no lançamento de “Dois Lados”, um split em parceria com outra banda local.
O resultado de “Dois Lados” é gritante, mesmo se ouvido/analisado apenas em pré-produção. Muita pegada, maturidade, e uma brutal qualidade.
A celebração dos 10 anos não poderia ser melhor. “Dois Lados” vem para comprovar que não existem obstáculos, muito menos fatores geográficos, que atrapalhem os novos rumos.
Quem escuta “Dois Lados”, entende de imediato o por quê desta banda “nunca desistir”... a NO DIRECTION está apenas começando.