Release/Histórico
::Unemployeds::
Histórias parecidas, infância semelhante, amigos em comum, futuro incerto, mas com um sonho: estarem próximos pra que um dia sentados, gordos e conformados com o que lhes fora reservado possam olhar para trás e se orgulhar do passado.
Tucuruí... Belém... Belém... Tucuruí... Sempre a mesma viagem em busca de tocar um som novo, reunir os amigos, organizar festivais e rever a família. Com tantas idas e vindas surge em 2001 a ‘Punkadaria’, uma banda de rock que tocava um rock diferente, mais precisamente um hardcore melódico. A partir daí bandas e mais bandas de vários estilos movimentaram durante vários anos a cena underground em Tucuruí, bandas como CH4, DST (Dementes sem Tênis), A Turma do Pablo, Absinto, MDR (Mensageiros da Revolta) e várias outras.
Tempos depois o que se viu em Tucuruí foi uma debandada de rockeiros. Belém, a capital do Para, se tornaria reduto dos garotos do interior. As mesmas pessoas, os mesmos amigos todos juntos como todos queriam, no entanto numa cidade diferente e com gosto musical diversificado. Reunir os amigos para tocar em festas de aniversário dos próprios amigos era a diversão e a salvação para eles.
Eis que em 2007, seis anos depois do surgimento da primeira banda de hardcore de Tucuruí. Mateus, o guitarrista, e Fernando o vocalista, ambos recém-formados na faculdade, lançam uma nova promessa, uma nova idéia. “Agora que estamos formados e desempregados, mais maduros e mais pesados vamos voltar a tocar. A gente chama o Flip pra guitarra, o Pablo pra bateria e o Cezar pro baixo”. Surgiu então a banda Unemployeds que na tradução do inglês para o português diz exatamente o que eles são no momento, ‘desocupados’, ou ‘desempregados’, que curtem tocar o som das influências musicais dos bons tempos de rock underground em Tucuruí como Dead Fish, Reffer, A-ok, Noção de Nada, Áudio, Switch Stance, Garotos Podres, Gritando HxCx e outras.
A Unemployeds busca a identidade musical usufruindo ao máximo da qualidade das bandas citadas acima.
Abraços a todos e atenção para a descoberta da identidade musical.
É isso.
Texto:
Marcelo Leite