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Release/Histórico
Assim, na Lancheria do Parque (lendário ponto de encontro da classe boêmia/artística da cidade de Porto Alegre) surgiram Os Flutuantes. Entre uma cerveja e outra, estava tudo acertado: começariam, mais uma vez, pelo que muitos chamam de fim, ou, objetivo-fim – a gravação de um CD! Com cinco músicas no bolso e muita disposição, ainda com o baixista Fábio, lá se foram os flutuantes para a então também iniciante Casa Elétrica. Com o profissionalismo e sensibilidade de Vini Tonello e Leonardo Brunelli para a produção, estava feito o brique: o Volume I saiu com onze músicas e começou a circular entre os apreciadores do bom e vellho rock and roll que, se depender dos Flutuantes, realmente, nunca morrerá. Salve Hendrix, Page, McCartney, Plant, etc. Os deuses agradecem a devoção destes guris.
Foram dois anos de shows e, só então, o lançamento oficial do primeiro CD – mera formalidade, todos na platéia já cantavam as músicas em outubro de 2007. Nesse entremeio, a saída de Fábio e a entrada de Rodrigo Ribeiro para assumir o baixo deixou a proposta flutuante ainda mais consolidada. E, como é da personalidade desses caras, eles querem muito mais. E correm atrás. Foram a única banda da América Latina a classificar na etapa final da seleção do Loolapalooza 2008 – ainda não foi daquela vez, mas o alvoroço foi grande.
Na Grande Porto Alegre, no interior do Rio Grande do Sul, em Curitiba, em Florianópolis, em São Paulo ou Rio de Janeiro. No Gig Rock, no Grito Rock e em outros festivais e reconhecidas casas noturnas. Por onde passam já estavam sendo esperados. De onde saem deixam a vontade de mais um show! De palco em palco, os Flutuantes conquistam o que jabá ou imprensa qualquer conseguiriam e jamais conseguiram conquistar: público leal, de verdade. Essa é a base do trabalho da banda. E tudo isso se reflete na Internet, pelos diferentes canais (Orkut, Fotolog, MySpace, YouTube), fica claro: Como a galera gosta de flutuar com um bom som!
Por Ana Júlia Tiellet