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Release/Histórico
O impulso que deu início ao Velho Irlandês não foi muito diferente daquela que normalmente mobilizam outros grupos: jovens, acima de tudo amigos, músicos, que compartilham o desejo de estarem juntos, fazendo o que gostam e, sobretudo, expressando quem são. Contudo, mergulhar no cenário cultural contemporâneo, de identidades confusas e saturado de informação é um desafio que exige muito mais dos que se propõem a fazer música nestes tempos. E é também consciente deste desafio que a banda quer mostrar o seu trabalho.
O som do Velho reflete o contexto musical em que está inserido: a efervescência multicultural do Rio de Janeiro. São letras, a maioria autorais, que se fundem em harmonias de estrutura simples, mas longe do obviedade. No palco, um set ousado mistura elementos percussivos a duas baterias, comandadas por Rômulo Xavier e Bruno Dias, que dialogam produzindo uma sonoridade única. Somado a isso, os teclados e efeitos de sintetizados de Raphael Xavier e os elaborados rifes da guitarra de Cláudio Falcão se alicerçam no baixo objetivo de Max Folgado. Tudo isso acompanhando o belo e incomum timbre de Marcela Vale, que nos remete ao melhor que a voz brasileira já produziu. Marcela é, além de vocalista e guitarrista, também uma das compositoras do Velho. Apesar da inegável influência do rock britânico e dos clássicos dos anos 1970 e 1980, a banda não tem reservas quanto ao estilo. Seus arranjos são uma verdadeira miscelânea destas influências com a musicalidade inata de seus integrantes, agregando elementos regionais brasileiros que vão do samba ao maracatu.