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Release/Histórico
zanzara-zumbido-experimentação-zanzara-pop-música-brasileira-um-toque-de-rock-antropofágicamente-adiconado-zanzara-nosso-fado-gosto-puro-silêncio-zumbido-ouvido-poesia-tzara-zanzara
Desde 2001 Francesco Napoli e Héctor Gaete se uniram para fazer música. O Zanzara estreou em 2002 no Santa Cruz Rock Arte Festival, um evento comunitário que reúne artistas da região nordeste de Belo Horizonte, organizado pelo Francesco. Após decidirem que o foco seria o trabalho autoral o Zanzara passou a selecionar as apresentações com a intenção de atingir um público afim. Desta forma estas apresentações ocorreram de forma esporádica em casas de shows que abrem suas portas para trabalhos autorais e em festivais de música em toda Minas Gerais. No ano passado o grupo lançou de seu primeiro cd demo, que reúne todo o material gravado desde 2001 e contém 24 músicas. O show de lançamento aconteceu no Centro de Cultura de Belo Horizonte. Francesco, Héctor e Ludson fazem música incessantemente com uma criatividade e sensibilidade impressionantes. O trabalho já foi elogiadamente citado na mídia mineira
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Sábado 18/05/2002 Maletta - quando o ontem de agora já é tarde
Marcelo Dolabela ESPECIAL PARA O HOJE EM DIA (...) Semana passada, tive a grata surpresa de receber uma fita-demo com material do primeiro CD da dupla Hector Gaete & Francesco Napoli e ouvir a ótima versão que a dupla fez do meu solitário poema. O fato me levou a repensar a gênese do texto, a pedido de Hector, e, por extensão, pisei novamente os charcos pantanosos do passado e reli alguns rabiscos de época. Muito bem. O poema-canção não podia ter vindo em um melhor momento. Em tempo: eis o poema 'Maletta revisited # 86' - eu estou: nas maravilhas do mundo / no Coliseu da cidade / no naufrágio dos poetas / ouvindo Scheherazade // é o zum-zum da matilha do mundo / da Muralha da China, o barulho, / a baunilha dos vagabundos // única geração que ouve / a triste balada dos mouros / o transplante das décadas / a arcádia sem fé e sem ouro.(...) (*) Marcelo Dolabela, poeta, autor de vários livros, dentre eles “Amônia" e “ABZ do Rock Brasileiro" escreve neste espaço aos sábados. E-mail: mdolabela@brfree.com.br
Belo Horizonte, MG, Brasil, Sábado 30/10/2004
Coluna Marcelo Dolabela
Qual o futuro, Sr. Passado? (Ou a última volta do parafuso)
Arte e Mercado, quase sempre, no mundo capitalista, agem da mesma forma em relação a uma tendência. Às vezes, a antecipam. Às vezes, a estabelecem. Em outras, dão a ela uma direção. O fato ruidosamente comentado hoje foi e está, quase sempre, de uma forma explícita ou implícita, apontado ontem. Outras vezes, é necessário um gesto futuro para melhor explicar um fato do presente. É impossível ignorar que Leonardo da Vinci, G. H. Wells e Julio Verne não foram antecipadores de importantes fatos. O helicóptero. A guerra nas estrelas. As viagens interplanetárias. Quem assiste ao filme 'Rabid' (no Brasil, 'Enraivecida -Na Fúria do Sexo'), do canadense David Cronenberg, estrelado pela atriz pornô Marylin Chambers, sem conhecer a data de seu lançamento, sem dúvida, acreditará que a película tem por tema a Aids. Mas, ao saber que o filme é de 1977, portanto cinco anos antes do aparecimento desse mal, não tem como não se assustar, com a antecipação e com a obra em si, um clássico da filmografia de Cronenberg e do cinema de terror. E o filme 'Terra em transe', de Glauber Rocha; e a canção 'Tropicália', de Caetano Veloso, ambos de 1967? Antecipadores do 'Maio de 68' e do golpe sobre golpe realizado a partir da fechadura total pós-AI-5, de dezembro de 1968. Na outra extremidade, temos, porém, fatos que ainda precisam ser estabelecidos: o golpe de 1964, as Diretas-Já e a Era Collor. Isso para ficarmos no âmbito da vida política recente do Brasil. Alguns dirão: mas a história recente do País já está bem contada e analisada. Historicamente,
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