Press Release - Som da Rua – CD “Músicas para violão e guitarra”
Rafael Ramos, produtor deste “Músicas para violão e guitarra”, CD de estréia da banda carioca Som da Rua, arrisca: “Os caras acharam o segredo para fazer uma banda brasileira com a melodia do Teenage Fanclub que conseguisse não soar brega”. Pode ser. Mas num papo em mesa de bar, os integrantes do grupo acham graça: “O Teenage Fanclub é por conta dele”. Mal conhecem os colegas escoceses.
Rafael já tinha tentado antes. “Descobri quem vocês ouvem desde criancinha: Superdrag”, disse, referindo-se à banda americana de punk-pop. Eles nunca tinham ouvido falar. Água de novo.
Ou não. Errando, Rafael cravou duas pistas certeiras para entender a música feita de canções de melodias deliciosamente pop (“Músicas para violão...”), tocadas com pressão e tesão de quem sente nas veias a urgência do rock (“... e guitarra”). Como de costume, porém, a solução do enigma é bem mais simples do que parece: Beatles é o nome citado quase em uníssono por Liô Mariz (voz), Diogo Salles (guitarra), João Rodrigo (baixo), Renato Santoro (bateria) e Fabrizio Iorio (teclados) ao falar do música do Som da Rua. Os mesmos Beatles que certamente freqüentam os CD players do Teenage Fanclub e do Superdrag.
Sem pretensões insanas de atingir a genialidade de Paul, John, George e Ringo, o Som da Rua usa as lições do quarteto como base para adicionar toques de Foo Fighters, britpop (de Oasis a Radiohead, passando por Coldplay e Super Furry Animals), rock brasileiro dos 80, Ben Folds, The Who. Tudo feito de forma natural, sem pose, “conceitos” ou preconceitos, por uma turma entre 22 e 25 anos que não tem o menor interesse de estar na cola dos mais novos salvadores do rock apontados por revistas estrangeiras. Em vez de procurar “tendências antenadas”, o Som da Rua caça a seqüência exata de notas, o ritmo que cai melhor, a harmonia mais expressiva. A boa e velha canção, enfim – não por acaso, o CD demo que deu origem ao “Músicas para violão e guitarra” trazia a regravação da novelística (e linda) “Meu mundo e nada mais”, de Guilherme Arantes.
Som da Rua, o nome, também nasceu da mesma intenção. Era simples e direto, pop enfim, e isso bastava. Era o que pensavam Liô e João, em 1998, quando se juntaram para montar a banda. Fabrizio entrou em 99, Renato chegou em 2000. Em 2003, Diogo fechou a formação atual. No caminho, eles foram premiados em festivais como FestValda (3º lugar em 98), Skol Rock (2º lugar em 99) e Sprite Sounds (1º lugar em 2000), além da passagem pelo Ceará Music em 2003.
“Músicas para violão e guitarra”
2004, “Músicas para violão e guitarra”. De cara, “Tudo em seu lugar” anuncia o peso das guitarras e das baquetas. A pressão cede no refrão, valorizando a melodia, depois volta ainda mais forte, preparando a cama para o fecho com teclados de timbres oitentistas. Prazer, Som da Rua. “Só uma canção” une riffs indie e um órgão Hammond, atualizando na letra o mesmo velho romantismo (“Ah, é só uma canção que não fala de amor/ Mas que fala pra ti/ Seja como for”).
O piano que abre “Ninguém aqui” - propositadamente a la “Let it be” – convida os ouvido a apreciar a balada de linda melodia, de apelo imediato. Nela, Liô mostra o que aprendeu ouvindo seus grandes mestres, Paul McCartney e Lulu Santos. O arranjo com intrumentos que aparecem do nada e somem de repente faz pensar em Radiohead. Um britânico e espertíssimo corinho de “u-hu” torna a canção ainda mais irresistível.
Sustentada por um violão seco, a tensa “Tanto faz” apresenta o mesmo cuidado no arranjo - elaborado, mas sem espaço para virtuosismos, outra característica do Som da Rua. Uma ingênua alegria entra em cena com “O avesso”, rockinho para se ouvir balançando a cabeça e marcando no pé, com um corinho chamando para o refrão. O mesmo espírito está em “Tão suspeitos”, de andamento mais lento e arranjo repleto de nuances – destaque para a guitarra de Diogo. “É a música cl
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E ae galera...
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Grd abraço, Fred Matsuda
a banda não temque voltar não gente.
pois quem escrevia as letras e dava vidaa banda ja nao esta entre nós
o grande compsitor liô mariz.
ate tentaram colocar outro vocalista, um pagodeiro sem graça nenhuma
foi melhor ter acabado mesmo
pois o liô é insubistituivel
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