Para o Subburbia, diversão, trabalho e amizade são uma coisa só. Os quatro são ligados em muita coisa e não fazem da música a única referência. Muito da banda é se encontrar e falar sobre assuntos diferentes que vão da cultura pop atual a ícones como Lynch, Cronenberg, Warhol e Basquiat. Feito uma gangue, andam juntos e se veem todo dia, mesmo que não tenham ensaio. O sebo de E1000, no bairro Água Verde, em Curitiba, é um dos pontos de encontro. Foi lá mesmo, no sótão da loja, que começaram as festas Party Hard – esse ano, a bagunça cresceu e foi para o bar V.U. E1000, Penny, Ernani e Vir levam para os shows o mesmo clima de diversão entre amigos. As apresentações, sempre intensas, conquistam a plateia. Volta e meia, rolam participações de amigos, artistas ou outros músicos amigos. As performances alucinadas do vocalista são famosas em Curitiba e nas cidades onde já tocaram: a energia de E1000 contamina todo mundo e pouca gente consegue ficar parada. Nenhum deles arrisca rótulos para as músicas já gravadas, nem para as que estão sendo compostas por E1000 e Penny. Já teve quem chamou o som do Subburbia de dance-freak. Também já se falou em mistura de new-wave com hip-hop, ou disco-punk com grunge. Quando E1000 cita Giorgio Moroder e Prince talvez fique mais fácil entender o som da banda – mas o melhor, mesmo, é ouvir ao vivo. A cara do Subburbia tem muito a ver com o trabalho da artista visual Estelle Flores. Cartazes, flyers, fotos e até o figurino despretensioso da banda têm direção de arte de Estelle. No fim das contas, dá pra dizer que o som do Subburbia é moderno, dançante e coeso.