"Eu Não Me Ligo Em Jovem Guarda"
Um retorno das cinzas não seria muito apropriado quando falamos do quarteto de powerpop de Santos (sempre Santos)
Drosophila. A banda interrompeu atividades há uns 2 anos mais ou menos, mas agora ressurge, da areia, mais apropriado, com um novo single que está justamente na página do perfil. Baixe.
Baixe já, antes que o mundo acabe
Primeiro escute essa parada aqui e sinta o drama,
esta aliás. Não é segredo pra ninguém, ou é?, que durante a década de 70 o Brasil foi um dos top 3 centros de criatividade musical no planeta, muito disso porque teve uma prolífera e inovadora avalanche de grandes bandas progressivas que mexeram com as bases, entre elas a mais brilhante a surgir nos trópicos (Som Imaginário) e também coadjuvantes de respeito. Bom, essa música que você escutou é do
Apokalypsis, um desses secundários respeitáveis, que no caso era liderado pelo Zé Brasil, que fez algumas canções entre 74 e 75 com Arnaldo dos Mutantes inclusive, que na época enveredava pela mesma teia sonora de teclados e esgotamento das possibilidades rítmicas e melódicas no pop convencional. Depois disso, fazer música experimental ficou bem mais fáci (ou difícil, dependendo da leitura). Bom, o Apokalypsis está na
TramaVirtual e eles acabaram de subir seu brilhante registro de 74, obrigatório.
Cultura da instantaneidade
Podemos considerar que
este cara voltou no começo da semana para casa depois de ver a comédia romântica
500 Days of Summer no cinema e sentou para compor umas músicas. Ficaram boas. Seria uma hipótese fiável - mesmo que seja mentira -, e comprovante da forma instantânea como as referências pop flutuam pela atmosfera. Obs: será que ele é mesmo de Buenos Aires, esse Pedro Barroca?
Trilha de 10.11.09 (blecaute)
Pós-rock de dignidade. Palhetadas do coração. Guitarras e efeitos que viajam pelo... labirinto. Isso é constatado em
Etéreo, recém-lançado EP (ou LP, já que 2 das 3 faixas têm mais de 10 minutos) do grupo paulistano Labirinto. Disponível
aqui.