Detetives
Biografia
Os Detetives são Clayton e Alejandro e a saga de um baixista. A banda sempre tem um baixista legal e diferente acompanhando as composições e as turnês. A vaga é universal, pra gente bacana que queira entrar na onda da dupla.
Um pouco de história
Alejandro começou tocar guitarra aos 15 anos, era Beatlemaníaco assumido em plena Buenos Aires stoniana. Um dia, prestou atenção nos riffs de Keith Richard e na personalidade de Mick Jagger e percebeu que, à partir deste momento, já tinha por onde começar. A escolha gerou conflitos familiares e a mudança de vida, costumes e cidade. Em 1995, Alejandro chegou em São Paulo e começou a trabalhar em estúdios de gravação, onde conheceu Clayton, que foi gravar uma demo junto com Os Ostras e teve como técnico de sessão Alejandro. Depois, esta demo virou um álbum que tinha como baterista, Clayton.
Clayton saiu da banda em 1997 e no final de 1998, foi passar um tempo em Porto Seguro, onde mais uma vez, encontrou Alejandro, que nos verões bahianos, com um baixista amigo, arma uma banda de surf music, rock e blues e toca nos bares do litoral.
O encontro rendeu o convite para formar uma banda em 1999, quando Clayton voltou da Bahia para São Paulo. Estava formado o núcleo dos Detetives.
Porque Detetives?
Achar um nome para uma banda não é uma tarefa fácil, isso já sabemos. E eles escolheram Detetives por ser curto, fácil de lembrar e remete ao imaginário da novela polícial, Chandler, Auster, Borges, H. Bogart. Alejandro diz que gosta muito do que o detetive representa e ainda lembra que, durante muito tempo, principalmente antes da cultura rock, o detetive privado foi um ícone de contracultura e de bohemia: “eram as figuras mais cool do mundo. Chinatown e Cães de Aluguel são os meus filmes preferidos,” Lembra o vocalista da banda.
Os Detetives são uma banda que tem várias dimensões, não são só uma banda de rock and roll, não são bonzinhos, não são moderninhos ou surf, como muita gente acha. Basta escutar os dois álbuns da banda e ver que há milhões de influências e colagens. A banda não quer pertencer a nenhuma vertente em particular, mas claream o horizonte quando dizem que estão mais para Beatles, do que para Ramones, no sentido que se permitem a explorar tudo o que gostam, sem repressões ou complexos e com muita personalidade.
As influências são muitas. Garagem, rock´n´roll, blues, T Rex, Stooges, Joy Division ,The Cure, Gang of 4, Sonics, Lee Perry, Bob Dylan, Buddy Holly, e todo o catálogo da Stax e da Motown, além de Serge Gainsbourgh, Donovan, Jesus and Mary Chain, Cramps e surfmusic.
Discografia
Com dois álbuns lançados pela Monstro Discos, “Detetives” e “Nada Automático”, a banda aposta na diferença em produção. O primeiro álbum “Detetives”, foi gravado 90% analógico, Alejandro comprou um gravador TASCAM 8 canais meia polegada por apenas 1000 reais e gravou o álbum. “A melhor compra da minha vida!”, lembra o guitarrista dos Detetives.
“Nada Automático” aparece mais ousado, no sentido de explorar outros estilos, fora do rock tradicional. Um exemplo é a ótima “Hotel Berlim” e a baladinha “Último Tango”.
Os Detetives acabam de lançar “Nada Automático” e já tem uma bela turnê em andamento, um clipe rodando na MTV e para o ano de 2005, pretendem lançar outro clipe e começar a trabalhar no terceiro álbum. Uma turnê por Argentina, Uruguay e Chile também estão nos planos da banda. Primeiro Sudamérica, depois o Mundo!