Release/Histórico
"PCATRAN é produtor dos mais alegres mosaicos musicais eletrônicos. Suas composições passeiam da e-bossa aos breakbeats, freqüentemente visitadas por grooves house. As bases alongadas e contínuas permitem o desenvolvimento de temas inusitados. Faz música de cores quentes. Coreografar um som de PCATRAN pode ser sinônimo de movimentos lânguidos, bamboleantes ou enérgicos - tempere sua pista de dança à gosto"
Eis um review feito por uma fã das criações de PCATRAN, 25 anos.
Artistas do calibre de Lucio K já esmiúçam a demo de PCATRAN com atenção. “Tropical Sunrise”, por exemplo, caiu nas graças do top DJ, ganhou um remix e é freqüentemente executada em seus sets. Já “Pinguça” e “Latinoamericano” ficaram três semanas no Top 10 geral do site da Trama, que avalia o sucesso das produções através da quantidade de downloads, de reviews e pelo conceito do próprio veículo. Com isto, PCATRAN se aproximou de outros produtores como Zeela e Organizers. Já pelo gringo www.acidplanet.com, teve duas músicas de categorias específicas no topo por cinco dias. Composição registrada em cartório existe “Tempestade Tropical”, que fez em parceria com o italiano Daniele Galleta. Com Lucio K, a relação está mais para a produção: PCATRAN entra com sua música e Lucio aplica toda a sua técnica para ferver as pistas de dança.
PCATRAN toca piano “desde moleque” e está certo de que os teclados deram base para a composição de e-music. Seus beats variam de 88 (lounge) até nervosos 176 (drum n´bass). A gama de criação é tão variada quanto a palheta de um aquarela, e passeiam pelas categorias tradicionais da música eletrônica: house, progressive, drum´n bass, trance. No entanto, ele possui uma forma própria de classificá-las: drum n´bossa, e-MPB, chill-out ou... plágio!
Sobre seu devir artístico, auto-denomina-se um músico pós-moderno, nos moldes do artista plástico Marcel Duchamp: “Tiro as músicas do Chico Buarque de contexto, coloco algumas frases dos Saltimbancos, em situações constrangedoras... isto é um pouco do que procuro, a ironia, a galhofa, o calunga, a caricatura, o cartoon... mas só que com música”, comenta. O céu é o limite para as sátiras dançantes de PCATRAN.
Quando começou, era o tempo em que se fazia música no Cakewalk, instalado num micro 386 com 8 MB de RAM – o mais moderno dos idos de 1993. A banda de música eletrônica que criou na época, o Projeto Mobius, serviu para dar vazão temporária às suas criações.
Hoje seu equipamento é superlativo e opera Cubase, Reason, Recycle e Sound Forge. A capacidade de produção aumentou junto com a revolução tecnológica dos últimos dez anos: PCATRAN perdeu a conta do número de músicas que assinou neste período (diversas se perderam com upgrades de máquinas), mas hoje coleciona cerca de trinta protótipos. No passado, muita coisa foi feita junto a outras bandas, como The Cigarettes, A Lydie e Sulreal.
by: Joana Coccarelli