Release/Histórico
CONTRA FLUXO – SuperAção
Contra Fluxo é Deja Vu, Mascote, Munhoz e Ogi nos microfones, e DJ Big Eddy e DJ Willian nos toca-discos.
Na batalha desde 2003, o grupo lançou em novembro de 2007, seu segundo álbum: SuperAção. Embalado por uma atmosfera positiva, romântica e bem humorada, o disco é uma prova de que ainda é possível fazer rap genuíno, expressando sentimentos e vivências sinceras.
Ao ouvir as faixas, é notável o progresso de cada integrante como DJ, MC ou produtor, a evolução musical do segundo disco em relação ao primeiro, bem como a afirmação dos seis artistas como um grupo, afinal, eles conseguem alinhar um discurso coeso - raro entre grupos de rap com muitos integrantes - durante mais de uma hora de harmonia.
SuperAção começa com Contratempos, uma empolgante carta de intenções do disco, rimada sobre um instrumental épico, produzido por DJ Caíque. Passa por Território Inimigo, do produtor Nave (do grupo Savave e que tem no currículo, batidas para o disco Meu samba é assim de Marcelo D2), Centro da tempestade, do curitibano Cabes, Corrente do bem, de Munhoz, e pela emocionante Alameda da Memória, em que o grupo recebe a visita mais que especial dos MC’s Rodrigo Brandão (Mamelo Sound System) e Espião (Rua de Baixo). O disco termina em Verdes Montes, ritmada pelo promissor produtor curitibano Dario, e a tocante poesia dos quatro MC’s do grupo, acompanhados pelo cantor Jeff no refrão. A sonoridade uniforme, apesar dos diferentes estilos dos produtores do disco, nos remete a estética que marcou o rap da década de 90, pelo uso de muitos samples e destaque para bumbos e caixas, o chamado Boom Bap. O álbum conta, ainda, com uma mixtape bônus, que traz as participações especiais de diversos MC’s da nova cena Hip Hop paulistana.
O conjunto da obra faz de SuperAção, o disco de rap que todos sempre quisemos ouvir: livre de clichês, com conteúdo musical e responsabilidade e respeito nas letras. O que rendeu ao grupo o 4º lugar entre os 10 melhores discos de 2007, ao lado de grandes nomes da música como Nação Zumbi, Autoramas e Hurtmold, em uma eleição realizada pelo site Trama Virtual, que contou com a votação de influentes e importantes jornalistas e produtores musicais do país.
Se o rap é música de protesto, prepare-se para ouvir um protesto puro e verdadeiro, onde o discurso não difere da ação. Pois mesmo em meio às dificuldades e diferentes influências musicais, o grupo é um dos poucos que ainda se mantém fiel ao desafio de não diluir o rap.
Ah... Por que um disco duplo em plena era dos downloads? Porque eles são do Contra.
“SuperAção é uma verdadeira parede sonora e surpreende até mesmo nos menores detalhes. Assim como as rimas certeiras do grupo devem ser enaltecidas, o trabalho de Munhoz como produtor, uma verdadeira obra de arte, também deve ser mencionado. As impressionantes e grandiosas bases fazem de SuperAção um disco impossível de ser ignorado. Ainda bem.” (Flávio Seixlack – Trama Virtual)
“Este segundo disco, caudaloso por ser ousadamente duplo, consegue aliar velocidade e variedade de versos, batidas surpreendentes, refrões cheios de pegada, produção bem cuidada e ótimos vocais. O som deles, como os próprios afirmam, “É brasileiro e é intenso / Mas com o pé no mundo”. (Dafne Sampaio – Site Gafieiras e Revista Monet)
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