Nas cartilhas de ufologia, eco falso significa uma atividade alienígena detectada por um certo tipo de radar. Na cena underground paulistana, o mesmo termo pode ser traduzido como um grupo de universitários preocupados em não soar igual a algo que já foi feito, mas ao mesmo tempo, parecido com referências distintas. Complicado? Nem tanto, só ouvir o som dos caras, ele fala por si só. O guitarrista Gustavo Martins conversou com a TramaVirtual e explica melhor a proposta do
Ecos Falsos.
Qual a proposta da banda? Vocês querem soar como o que?A princípio, a proposta é fazer música que nos divirta. Mas parte também da idéia (não estou certo de que seja fundamentada) que o que a gente faz é interessante o suficiente pra divertir os outros também. Então o que nos guia sempre é fazer algo interessante. Por isso não gostamos quando uma música está ficando muito hardcore, muito grunge, muito punk ou muito qualquer coisa. Eu odeio essa sensação de mais do mesmo, odeio ir a um show que a banda não faz nada além do que eu espero dela, ou não faz melhor do que outras que já fazem aquilo. Então, para o nosso bem e mal, a gente não tem nenhum objetivo definido do que quer soar, só quer que as coisas continuem interessantes. Mas assim, por afinidade e falta de descrição melhor, a gente se encaixa no que se convencionou chamar de rock alternativo, até porque esse título, a rigor, não explica nada.
Os primeiros shows acabaram coincidindo com o fechamento das casas em que eles ocorreram. Isso teve alguma coisa a ver com vocês?Espero que não! A gente é meio novo ainda, mas já dá pra dizer que conhecemos algumas fases da cena indie paulistana. Começamos no fim de uma ascensão desse tipo de balada, no rastro da festa que o Márcio Custódio fazia, a Sound, que ganhou prêmio da Érika Palomino e blábláblá.
Inclusive foi o Márcio que marcou um dos nossos primeiros shows, no Plastic Fantastic, mas começou uma leve decaída com o fechamento do Tramp Club, que era tipo o Olimpo dos palcos indies, casas fecharam e tal. Mas depois cresceu de novo, com o Outs, Funhouse, etc. Hoje tá melhor, dá pra tocar mais de uma vez todo mês se correr atrás.
O que mudou com a troca de integrantes?Não foi nada de "diferenças musicais". É que o Rodrigo começou a fazer outra faculdade e sacou que não ia dar tempo de tocar e tudo, foi super de boa. Daí eu saquei o Felipe, com quem já tinha tocado, e por sorte rolou super bem. O Rodrigo trouxe uma influência de rock cafona, tipo Kiss e Bon Jovi, já o Felipe é um cara que, como direi, gosta de Deftones e Cartola ao mesmo tempo. Ah, e ele tem mais barba, as fãs se derretem.
Falando sobre o disco de vocês. Quando ele foi gravado? Quem produziu? Ele saiu por algum selo? Bom, em 2003 a gente soltou uma demo chamada
The Best of Remixes Reunion Live Remasters Acoustic Tribute. Mas era muito mal gravado, serviu mais pra confundir as pessoas do que divulgar. Daí decidimos que a próxima gravação ia ser decente mesmo. Por questões de trabalho, eu conheci o Alexandre Cavalo, do Velhas Virgens, e mostrei a demo pra ele, que se interessou, se interessou mesmo, foi a vários shows e tal. Daí ele se ofereceu pra produzir, e foi o que ficamos fazendo por uns dois meses, editando as músicas, acertando as pontas, fechando quais seriam as seis do EP. No começo desse ano fomos pro estúdio DeBoni, que é do tecladista do Terço. Era um puta estúdio, e gravamos com o Cavalo produzindo e o Fábio Haddad como engenheiro e mixer. Essa cumpriu o objetivo, tem um puta som de bateria, violão, guitarra, impressiona mesmo. Atualmente a gente está produzindo a outra metade do que vai ser o disco, que provavelmente vai ter um approach mais sujo, menos "Broadway" que esse, mas sem cair na tosqueira, que não dá muito certo com a gente.
Qual a repercussão até agora? O retorno foi bom?Ah, foi ótimo! Tanto pela internet quanto pra quem a gente mostrava o disco. Ficou com uma característica boa, de pegar bem tanto pra quem curte rock alternativo quanto pra quem faz academia (é sério, já testamos). Fora que a gente teve um puta cuidado com a capa, o silk, estamos pagando até agora. Pois é, eu não falei, mas não saiu por nenhum selo. A gente tem essa coisa de ser meio auto-suficiente, queremos um CD, vamos lá e fazemos, o que por um lado é bom, mas também é ótimo contar com a ajuda dos outros (e ajudar também). O legal é que eu mando o CD pra rádios menores agora e tocam já tocou em Belém, Campo Grande, Cuiabá, Rio de Janeiro, etc. Porque a parada está bem produzida, saca? Rádios de internet também, “excrusive” ontem, um cara de Portugal me mandou e-mail. Ele viu a gente no destaque do TramaVirtual e colocou no podcast dele. Enfim, valeu a pena investir, por que com uma qualidade boa as coisas rolam mais fácil. Isso sem falar q o CD ajudou a gente a tocar em festivais também, entrar como um dos 100 finalistas do Oi Tem Peixe Na Rede, entre outras coisas.
Como rolaram esses contato para esses festivais?Conforme você vai tocando vai conhecendo pessoas, e eventualmente as coisas acontecem. Pra nós foi especialmente importante, uma vez que eu fui pro Goiânia Noise 2003 e conversei com uma pá de gente, incluindo o pessoal da Panela Eventos, de Campo Grande. Depois disso mantive contato pela internet e eles me apresentaram pro Espaço Cubo, que estava começando a fazer coisas mais ousadas em Cuiabá. Daí eu mostrei material e pararans e rolou da gente ir pra lá, por exemplo. No Rio vamos tocar agora por um outro caminho, que é o mais comum, uma banda de lá que quer tocar aqui, e um arma show pro outro. Foi assim que fomos pra Goiânia pela primeira vez. Assim tocamos em festivais como o Calango, por exemplo, dá ainda mais corda pra coisa, porque você conhece gente de todo país, vai fazendo contato e tal. A internet faz esse papel bem, rolaram contatos assim também, mas o contato pessoal ainda funciona muito. Nossa, prolixo demais, câmbio!
O Tom Zé falou bem de vocês. Em que oportunidade ele ouviu a sua música? Putz, foi bem engraçado. Eu fiz uma entrevista com ele uma vez para a faculdade, e me preparei como um doido, ficamos mais de três horas conversando. Acho que ele gostou, sei lá, porque quando uma amiga minha disse que eu tinha banda e eu falei que não tinha levado CD pra ele, ele falou "Caramba, você é o primeiro jornalista com banda que não me entrega um CD. Agora eu quero ouvir!". Daí, uns dias depois, meu celular toca muito cedo, na estrada, e é ele dizendo que tinha ouvido e adorado. Quase bati o carro! A gente tem conversado desde então. Ele dá uns toques muito legais sobre como sempre é importante buscar suas próprias soluções, diferenciar, utilizar o erro ao seu favor, etc. Apesar de não termos nada a ver com a MPB, eu considero ele nosso "padrinho estético". Inclusive a gente toca uma versão de "Menina, Amanhã de Manhã" em alguns shows, quando estamos sóbrios o suficiente pra lembrar.
Algum material novo em vista? quando sai o disco com a seis próximas faixas a serem gravadas?A gente tá brigando ainda pra decidir quais serão as faixas. É um processo que envolve muitas reuniões, cervejas e corações partidos. E o pior é que têm surgido um monte de músicas legais, vai ficando cada vez mais difícil. Mas alguns dos "mini-hits" dos shows já estão garantidos: "Sentimental", "O Abadá nos Tempos de Cólera". Queremos lançar o CD inteiro no começo do ano que vem. Pra esse ano vamos tocar em Uberlândia, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília, e mais uns shows pirados aqui em São Paulo. E, se a gente conseguir se formar e não ser demitido nesse meio tempo, teremos cumprido nossas metas.
29/10/2005
Tatoo Lino / TATOO.LINO@BOL.COM.BR
O Tatoo Lino comenta a banda Ecos Falsos
O TATOO LINO ouviu as músicas da banda Ecos Falsos. O som é uma mistura de Rock pesado com POP. Letras legais. O TATOO LINO gostou.
28/10/2005
Carlo Bruno Montalvão / MARGINALPRODUCOES@HOTMAIL.COM
grande banda...
os Ecos Falsos fazem um rock assim qualquer coisa maravilhosa e muito energética... shows fodões, guitarras no talo e ainda são CRAQUES NO POBRE GOL, isso mesmo.. os "atletas" da Ecos falsos!
27/10/2005
Flavia Passos / FLAVIA_PASSOS@HOTMAIL.COM
Lindinhos!
Vi os caras só uma vez qdo estive em Cuiabá...abriram o show com "eu só sou sentimental qdo eu me fodo!"..hahaha..adorei,aliás,amei...no mesmo dia comprei o cd dos caras e já pedi logo os autógrafos..huhuhuhu...qdo fikarem famosos já tenho meu tesouro!..huhhhuhuhu...falando sério...os caras são muito simpáticos,talentosos e o som é muito legal...é isso aí!
26/10/2005
diogo / DIOGO_SURF_TRIP@HOTMAIL.COM
eta eta
o soim dos kras é muito bom sem comentarios
26/10/2005
Veronica Mello / CABELORUIVINHA@HOTMAIL.COM
por isso que eu sou fa
eles tocam demas. os conheci no festival calango onde eu tava trabalhando. alem de serem uma puta banda soa muito gente boa. falando nisso quero comprar um cd de vcs. que no calango nem tive tempo
26/10/2005
Artur V. Sousa / RATTU@DR.COM
PROBLEMA NO SITE (?)
Olá, pessoal da Trama. Minha banda está cadastrada aqui, tem destaque e tudo e tivemos que mudar de nome. O problema é que não é possivel editar o nome da banda e eu não quero fazer outro cadastro porque estamos com um número bom de hits e downloads. E agora? Que que eu faço? Pô, não quero jogar fora uma média de 80 downloads/hits só por causa do nome. Desde já agradeço.
26/10/2005
Clarah Guimarães / CLARAHG926@HOTMAIL.COM
Clarah
Já conhecia o Gustavo antes de conhecer a banda, ouvi eles em um programa de rádio ao vivo, antes de ouvir mp3 e achei foda! Esses caras vão longe, muito longe e por merecimento!
25/10/2005
Gustavo Martins / GUSTAVO.MARTINS@MTVBRASIL.COM.BR
O link do podcast português é...
http://www.gavezdois.com
O do site oficial dos Ecos é http://www.ecosfalsos.com.br (mas no Tramavirtual tem mp3 que não tem lá!) Valeu!
25/10/2005
Martim Nogueira Batista / CUPIM@ZIPMAIL.COM.BR
Ecos Falsos é muito foda
A demo deles é boa, o ep sensacional e o show só vendo de tão bom, Ecos falsos é foda e como disse Daniel Belleza (o próprio) "é a minha boyband preferida!"