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Experimentações melódicas
por Pedro Bruno

Set-Setters, de Niterói, mistura de gêneros para criar som próprio e planejam lançamento de mini-álbum

01/02/2007
A banda de Niterói Set-Setters começou, em meados de 2004, como um projeto paralelo de Martha F. e Bruno Boca, integrantes do grupo Nauzia. Mas com a chegada do guitarrista Rafael Bizarro e suas quase 50 músicas próprias, o projeto evoluiu e transformou-se na principal investida dos três. Além deles, completam o time o baterista Steffano, o baixista André e o trombonista Marco Rafael. Com diversas influências que vão de Blondie e X-Ray Spex a Ella Fitzgerald, passando pelo surf music instrumental e pelo rock gótico da Siouxsie, os Set-Setters não ligam para rótulos e planejam um mini-álbum para esse ano. Por e-mail a banda falou com a TramaVirtual.

Como e quando a banda começou?
Os Set-Setters começaram em meados de 2004 como um projeto que seria apenas paralelo à nossa antiga banda, o Nauzia, que já levava 10 anos. A idéia era que a guitarrista do Nauzia, Martha F., começasse a cantar e Bruno Boca, vocalista, voltasse a tocar mais guitarra, seu instrumento original. Em dois meses de ensaios caseiros Rafael Bizarro entrou como 2º guitarrista e trouxe umas 50 músicas próprias que impressionaram a todos. Era o início da geladeira pro Nauzia e da dedicação aos Set-Setters.

Quais são as principais influências?
Começamos tocando Blondie, X, Rezillos, X-Ray Spex, Penetration, Adverts, Damned, Richard Hell e Jerry Lee Lewis. A Martha ouvia muito jazz, como Ella Fitzgerald, Nina Simone... Marilyn Monroe, fizemos até versões de jazz em formato rock'n'roll. Adicionaria às influências bastante surf music instrumental dos anos 60, tipo Ventures, Dick Dale, The Arrows. Um pouco do rock gótico da Siouxsie e aí você teria uma idéia do que estava em nossa cabeça na hora de escolher temas, compor, etc. Os solos de “Tony Montana” foram absolutamente influenciados por Ventures. Os Metais de "Dias Sem Amanhã" também. Um pouco de Selecters, Toaster e Specials também estava na cabeça quando mudamos os arranjos de alguns temas.

Como vocês definiriam o som do Set-Setters?
Definições engessam um pouco a proposta da banda, não nos preocupamos se vai soar new-wave, punk, hard-rock ou balada quando compomos ou mudamos os arranjos. As guitarras distorcidas sempre levam ao rock'n'roll e até o momento muitas de nossas músicas podem ser vistas como um rock'n'roll cheio de adrenalina e experimentações melódicas. Algumas chegam próximo de um new-wave nervoso, em alguns momentos mais pop, em outros mais experimental.

Como surgiu a idéia de colocar um trombone na formação da banda?
Basicamente foi uma reivindicação inicial do Bruno Boca, que estava tarado pelo Ventures. A idéia original era trompete, mas como tínhamos um amigo trombonista... Logo depois dos primeiros ensaios a banda não conseguia mais pensar nas músicas sem imaginar solos de metais. Mas não temos nenhum instrumentista de sopros fixo na banda. São participações, e muito bem-vindas, claro.

Vocês planejam lançar um disco esse ano, como anda a produção?
Será um mini-álbum. Até o momento gravamos seis músicas, sendo uma acústica. Três já estão mixadas, nas outras três faltam detalhes para começarem a ser mixadas. Assim que lançarmos já prepararemos a gravação de novas músicas. Gravar não é tão simples assim, ainda mais com nossas idéias de arranjos que vão amadurecendo e ganhando mais vida com os ensaios.

Vocês disponibilizaram duas músicas na TramaVirtual, como elas foram gravadas?
"Dias Sem Amanhã" foi gravada rapidamente, em um estúdio bem pequeno. Foi praticamente um teste, sem preparação ou produção especial e com bastantes erros. "Tony Montana" foi gravada com mais cuidado depois de vários ensaios, na forma tradicional em que boa parte das bandas profissionais grava, com produção, bons microfones e uma mixagem mais cuidadosa.

Como anda a cena no Rio? Vocês têm espaço para tocar ai?
Como somos bastante novos, a banda só passou a existir para o público em meados de 2005, ou seja, nem dois anos e estamos lançando as primeiras músicas agora, o público está começando a surgir. Mas está bem rápida e positiva a resposta aos shows e às gravações, isso tem levado a gente a alguns shows, e acreditamos que esse ano o número de shows vai subir bastante.

Vocês já tocaram fora do Rio?
Fomos convidados, mas ainda não encontramos as condições ideais pra fazer uma viagem. Ficamos felizes, pois temos recebido elogios e pedidos de pessoas de vários estados que vêm aumentando de número rapidamente. Esperamos poder retribuir o mais breve possível com bons shows fora do Rio.

E a agenda da banda, algo marcado para esse ano, fora a gravação do disco?
Estamos começando a pensar na agenda só agora, já que estávamos imersos até a cabeça com as mixagens e queríamos um material de qualidade para mostrar nos shows. Caso alguém tenham algum convite, entre em contato! E deixaremos todos avisados das novidades em nossos sites e em nossa comunidade no Orkut.



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