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Melhores do (meio do) ano
por TramaVirtual

Os cinco, até julho; confira nossa seleção e baixe os cinco

08/07/2009
No fim do ano, como é tradicional, devemos juntar alguns convidados e eleger os 10 discos brasileiros do ano. Isso não vai mudar. Mas o fato é que resolvemos fazer algo diferente em 2009. Notando que alguns discos nacionais vêm dividindo as seleções de nossos players com o que de melhor vem sendo lançado no mundo neste mesmo período (janeiro - junho), decidimos manifestar isso em forma de uma lista de melhores do ano em pleno meio-de-ano. Os melhores até o momento. Já há ao menos cinco verdadeiros grandes álbuns brasileiros em 2009? Há. Eles sofrem o risco de, no fim do ano, por conta da ação de nossa democracia em abarcar outras opiniões, estarem de fora da lista definitiva? Correm. Eles são discos vivos que merecem exaltação longe da uniformização que ocorre em dezembro, quando todos soltam listas assim? Merecem. Achamos que um de nossos papéis é o de influenciar e firmar esses discos no imaginário dos usuários do site? Sim, para além de matérias que já tenhamos feito com cada um dos autores.

Escolhemos entre nós esses cinco belos álbuns e decidimos qual seria a ordem de importância sem grande rigidez (ela existe porém, começa de fato no do Pullovers). O mais legal é que você pode baixar cada um deles aqui na TramaVirtual.


1- Tudo que eu sempre sonhei - Pullovers

Luiz Venâncio precisou de dez anos de estrada para transformar as vivências e o orgulho paulistano em grandes canções e ter como resultado um grande disco. Ao todo são treze faixas que foram trabalhadas por muito tempo e tiveram uma produção minuciosa. Tudo o que sempre sonhei é a biografia do indie nerd paulistano, que coloca Luiz Venâncio - único remanescente da primeira formação do Pullovers - como um dos grandes letristas da cena independente e deve mexer com o coração de muita gente por muito tempo. Baixe o disco inteiro e leia entrevista. (Enrico Vacaro)


2- No Chão Sem o Chão - Cala Boca Já Morreu/ Saiba Ficar Quieto - Romulo Fróes

Desta vez Romulo Fróes não economizou. Seguindo o número bíblico, o paulistano lançou um álbum duplo com 33 faixas ao todo. Salvador ou não da MPB, Romulo se firma como um dos grandes compositores da atualidade, impondo sua cadência única e o timbre de voz raro, além da serenidade que transmite ao dividir conosco sábias palavras. Mostrando que o samba está longe de definir a arte do compositor, No Chão Sem o Chão é um marco na música nacional desta década, não só pela grandeza da obra, mas também pela coragem e ousadia do autor. Baixe os dois discos e confira a entrevista. (Enrico Vacaro)


3- Como Num Filme Sem Um Fim - Pública

O Pública é um retrato particular dentro do ambiente da jovem música brasileira: faz música pop, teoricamente acessível, mas quem sabe séria demais e não exatamente baseada em modismos: por isso, apesar da base fiel de fãs, pouco tem espaço, seja junto aos hipsters antenados, seja junto à imprensa de papel diluidora. Como Num Filme Sem Fim dos gaúchos é cinzento, quase paulistano e devedor disciplinado de Guilherme Arantes, o que deve garantir a esta obra certo ostracismo no presente e, em contrapartida, longevidade. Baixe e leia a entrevista. (Claudio Szynkier)


4- Seres Invisíveis - Zeca Viana

No começo da década de 90, enquanto o mangue beat bombava na MTV, Zeca Viana estava no apartamento de seus pais no Recife colecionando bonequinhos, vendo Xuxa, descendo para peripécias com seus amigos e, eventualmente, compondo. Foi mais ou menos aí que começou Seres Invisíveis, que se beneficia de uma cultura de música pop respeitável (pense em Blitz, pense em Zombies) para não ser apenas esse relato passadista da vida de um jovem beirando hoje os 30 anos. O disco não é tão mágico quanto uma viagem no tempo, mas é tão assustador quanto abrir, hoje, o esconderijo secreto que Zeca usava em 92. É, por isso, um disco vivo. Baixe e leia conversa com Zeca. (Claudio Szynkier)


5- Cidade Vazia - Caio Marques

Caio Marques, com seu novo EP, faz os Bad Folks, banda de origem do curitibano, parecer um projeto divertido de fim-de-semana. Cidade Vazia é um disco de sete faixas praticamente impecável como companhia, que adoramos porque, além disso, é a marca maior de um amador em (de) quase tudo (samba, hip hop, pop music safada e não), menos em uma coisa: melodias, que tecem, aqui, o cenário para narrativas chocantes sobre a vida de um homem comum de 30 anos. Baixe tudo aqui e leia matéria com Caio. (Claudio Szynkier)



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