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Conversamos: Marco Pecker 05/07/2011

O baterista falou sobre o fim da banda gaúcha Superguidis!

Por: Ricardo Tibiu

Superguidis no Itaú Cultural - foto de: Roberta Lopes
“Todo carnaval tem seu fim”, já disseram os cariocas Los Hermanos. E todas as bandas também têm, ainda que sua música, sim, perdure para sempre. Acredito que assim como a maioria, fui pego de surpresa quando os gaúchos da Superguidis anunciaram seu fim. É sempre triste quando esse tipo de notícia chega ao público, então procurei o baterista Marco Pecker para tentar esclarecer um pouco. Ainda abalado ele deu seu depoimento e falou sobre EPílogo, o EP que depois destes quase 10 anos em atividade acabou servindo como despedida da Superguidis... Ou pelo menos um “até logo!”. Nem bem foi colocado para download no perfil do quarteto e já foi direto para nosso top. Confira a entrevista!

Qual o motivo do fim da banda?
O Lucas (guitarra/voz) não estava mais a fim de tocar, queria seguir com a faculdade de Engenharia e trabalhar com isso. Ele não se divertia mais tocando. Até domingo quando voltamos do show de São Paulo (dia 18/06) estava tudo normal, mas na terça o Lucas mandou um e-mail dizendo que queria sair da Superguidis. Quando nos reunimos, na quinta (23), para decidir qual seria o futuro da banda, eu ainda acreditava que era possível manter somente nós três, mesmo com a falta absurda que o Lucas faria. O Andrio (voz/guitarra) não quis continuar porque achou que não era possível. Eu tentei ao menos fazer um show de despedida, em respeito à galera que curte a banda, mas infelizmente isso não vai acontecer.



Realmente uma pena...
Nunca tive problemas para conciliar a banda com meus outros objetivos, até porque a Superguidis sempre foi meu objetivo maior. Dediquei 10 anos da minha vida para este projeto. Acredito que é possível, com profissionalismo, manter o que vínhamos construindo neste tempo todo. No ano passado fizemos muitos shows, se você quer ser reconhecido é preciso ir pra rua, fazer shows em diversos lugares e principalmente se valorizar. É divertido tocar, mas é preciso lembrar que não é só diversão que conta, é um trabalho como qualquer outro. É preciso ter responsabilidades. Não nos separamos porque brigamos ou algo parecido, longe disso, a amizade sempre foi o mais forte da Superguidis. Agora cada um segue o seu caminho, e eu quero continuar tocando. Se você me perguntar como eu me vejo daqui a 20 anos, certamente a minha resposta será: “Com baquetas nas mãos e uma bateria na minha frente”.


Fotos no Itaú Cultural/SP (18.06.2011) de: Roberta Lopes

Sei que deve ser difícil enumerar, mas quais vocês acham que foram os pontos altos do Superguidis de 2002 até hoje?
Foram muitos, certamente. Para uma banda que começou na garagem da minha casa, em Guaíba (RS), sem muitas pretensões, acabamos conquistando um enorme reconhecimento. Passar por todos os grandes festivais de música independente do Brasil, tocar no SWU, abrir o show do Green Day e o do Placebo -- faz tempo--, dividir o palco com o Sepultura, tocar com Pato Fu, Skank, isso só pra citar alguns dos momentos mais legais que passamos juntos.



E, em contraponto, quais foram as piores coisas?
O pior momento foi quando sentamos e decidimos que a banda deveria acabar. Nenhum momento supera este.


Fotos no Itaú Cultural/SP (18.06.2011) de: Roberta Lopes

De onde veio a ideia do EPílogo?
Queríamos disponibilizar os esboços das músicas que fariam parte do próximo CD. Como ele não irá se concretizar, não teria porque guardarmos estas demos. Eu dei o nome de EPílogo para este EP porque ele é a conclusão, o destino final de uma banda que completaria 10 anos de estrada.



Você saberia dizer quais são os próximos planos de cada um?
Acredito que o Andrio vai continuar com os projetos de música, o Lucas na faculdade de Engenharia e o Diogo (baixo) também estudando. Eu fui pego meio de surpresa por esta decisão. Continuarei com a minha faculdade de Jornalismo e não quero parar de tocar, procuro uma banda que se encaixe com os sons que eu curto. Agora é aquele momento de resetar a vida. É complicado no início, mas tudo se ajeita.


Fotos no Itaú Cultural/SP (18.06.2011) de: Roberta Lopes

Valeu Marco, se quiser, deixe uma mensagem aí pra galera!
Obrigado a todo o pessoal que acompanhou a nossa trajetória. Um dia sentarei com meus filhos e netos pra contar cada momento desta época, foi divertido pra caramba!
Tantas bandas vão e vem, quem sabe um dia isso não aconteça com a Superguidis. Resta ao menos a minha torcida.


Para ouvir e/ou baixar Superguidis!
Para ver no Acervo da TV Trama!

 

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  •   11/07/2011 Drika Paroli ah eu tôu sofrendooooooo :'(
      10/07/2011 cassandra "Tantas bandas vão e vem, quem sabe um dia isso não aconteça com a Superguidis. Resta ao menos a minha torcida." A minha torcida também Marco! Abraço.
      06/07/2011 Ivan Tragico. Um dos motivos maiores de eu ter continuado a usar o twitter foi a banda com o #guidisday
      05/07/2011 Dan

    Superguidis

    Foda mesmo o fim da banda. Fui uma vez num show deles, acho q em 2004/2005 no Garagem Hermética. Foi um dos melhores q já fui. Pedi pakas pra virem a curitiba, mas nem. Sorte a galera, ainda sobraram as músicas. Como o próprio Superguidis diz em Roger Waters 'as coisas quase sempre acabam'.
      05/07/2011 Kayê Holanda foda hein. dá pra ver que os caras estão tristes porque e não queriam acabar. espero que voltem!
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