Muitas bandas de Brasília já ganharam destaque aqui no site. Desta vez, o
The Pro apresenta seu primeiro disco, realizado sob o conceito “rock tropical”, contam. Aproveitamos para convidá-los a preparar um “Faixa a faixa”. Eles falaram sobre o processo de criação, letras, influências oitentistas e participações, incluído os conterrâneos do
Watson e
Tiro Williams. Além disso, cada integrante acabou dando uma pista de qual faixa é a sua favorita.
“Isso é o fim”
Zé: Não faria sentido algum para nós se esse single sobre o "fim" não fosse a primeira faixa do nosso primeiro CD (risos). Essa música fala sobre o fim de várias coisas. Não com um sentido trágico e final, mas de algo que se transforma. A inocência, um relacionamento, o mundo. Tudo isso vai passar. Tanto a capa do álbum como o clipe são inspirados nesse tema.
Frip: Pra mim simboliza a fatalidade que o mundo musical está vivenciando, a morte dos heróis da música, o fim.
Guigo: Quando começamos a pré produção do disco tínhamos o conceito “rock tropical". A linha de bateria dessa música foi uma tentativa explícita de aplicar esse conceito na faixa que dá tema ao disco, com excesso de cowbells, queixadas e outras percussões.
“Bug”
Guigo: Tem um ar bem mais sombrio do que o resto do disco.
Zé: Essa música representa bem o meu jeito particular de compor uma música.
Fico tocando a base da música na guitarra e cantarolando palavras soltas como um maluco. Uma hora inevitavelmente a palavra aparece no lugar certo. Dessa vez foi BUG! Na mesma hora eu senti sobre o que devia escrever na música. Escutem aí e vejam se tem algum erro (risos).
“Alfama”
Frip: Qual é o preço daquilo que você ama? Essa é uma das músicas que mais gosto,
flertando bastante com o eletrônico, incluindo mudanças de harmonização, synths arpegiados,
belas linhas melódicas e um ritmo de empolgar o pessoal na pista.
Guigo: Já havia sido lançada previamente em um EP chamado
Cowbell Edition. A versão atual é mais madura e tem os timbres de synth mais oitentistas.
“Todos Juntos”
Zé: O nome já diz tudo. O mais legal foi gravar usando o mesmo conceito. Convidamos nossos amigos do Tiro Wiliams, Watson, Club Silêncio, Cassino Supernova, Phonopop, Bryan e o Bill. Canta todo mundo junto aí que vai ficar massa! Ficou bicho!
Frip: Um flerte muito forte com o Disco Punk, é uma música contagiante, das que botam a galera pra dançar e cantar junto as melodias do refrão.
“Tudo bem”
Zé: Com certeza a música preferida do nosso público mais antigo.
Aí está a nova gravação de “Tudo bem”. Curtam mais uma vez amigos! Tudo bem!?
“623”
Frip: Tem um belo solo e uma linha nostálgica de synths que nos remete aos anos 80, misturado com uma levada do indie atual.
Guigo: Todo bom disco tem uma balada.
Zé: Depois eu falo sobre isso...
“Ana”
Frip: Essa é a minha preferida, a música inicia pelo refrão com a bateria crescendo cada vez mais com ressonância dos pratos, desencadeando uma cozinha sensacional que às vezes me lembra algo como um The Clash moderno. As guitarras rítmicas trabalham em linhas hora marcadas no tempo, hora com linhas oitavadas soando meio Jazz, e um solo de guitarra com muito feeling. Tudo isso num arranjo bem roqueiro, moderno e nostálgico ao mesmo tempo! Pode isso?!
Zé: Eu queria só falar sobre uma pessoa, mas acabei falando demais...
“A normal”
Zé: Acho que consegui ir bem longe com essa letra. Quem são os normais de hoje? Essa pergunta me atormentam desde os tempos de escola. Quem de nós está mais certo? Há só uma verdade? Enfim... É viagem demais, bicho! (Risos)
Guigo: Última música do disco a ficar pronta. Uma reinterpretação de uma música antiga, agora com muito mais synths e melodia.
“Vim vi e traí”
Zé: Só quero dizer uma coisa: Não é isso que você está pensando!
Guigo: Particularmente minha música preferida. É agressiva mas bem melódica. As cordas e os synths se completam muito bem.
Issac: Não era eu.
“Issac 2060”
Zé: Desde o início queria uma música totalmente eletrônica para o CD. Nunca havia feito nada do tipo. Além de ter uma nova experiência fazendo, eu gostei muito. Outra coisa legal foi que um dia marcamos de beber aqui em casa pela noite e mostrei o projeto aberto para o Frip. De primeira, ele fez o solo oitentista do final. Sorte ou não, eu estava gravando! O nome da música tem um sentido com o tema do CD, mas isso vocês vão descobrir sozinhos.
Isaac: 010011000101001101000101.
“Lá vem a banda”
Frip: Essa também é uma bela música, entre as favoritas do CD e que, pra mim, fala sobre esperança.
Guigo: Foi uma experiência eletrônica da música mais antiga deste CD.
Zé: Talvez minha favorita. Não só pelo pancadão eletrônico, mas pela mensagem.
Vocês devem estar se perguntando por que essa não é a primeira e a primeira não é a última?
Confia, uma é sobre a outra e a outra é sobre a uma. Até breve amigos! Não deve demorar se a música estiver certa. Grande abraço aqui deste lado da tela.
Para ouvir e/ou baixar.
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CLIPE - Isso é o fim
http://www.youtube.com/watch?v=8H70wnQ6ojc&feature=related