No final de 2010, o
KiLLi me chamou a atenção pelo número de downloads que as pessoas andavam fazendo. Achei estranho, visto que a banda tinha acabado há alguns anos. Agora, fiquei sabendo da reunião da banda paulista, com direito a show marcado no Hangar 110, então entrei logo em contato com o guitarrista Paulo Senoni pra trocar uma ideia com eles. A vocalista (original) Mariana K está de volta e o baixista Tavinho. Pra bateria foi recrutado Zeh Monstro, que foi do Holly Tree lá no final dos 90, além de
Borderlinerz e outros projetos. Antes da apresentação de sexta (dia 03/02 no Hangar com
Depois do Fim,
Let´s Go e
Parachamas), fomos saber qual é a desse retorno e o quê vem pela frente, confira!
O KiLLi ficou parado por dois anos e ainda assim os downloads aqui na TramaVirtual não pararam. A que vocês acham que se deve isso?
Tavinho: Nestes dois anos que o
KiLLi ficou parado, eu não parei de ouvir as músicas, o tempo todo. Acho que assim como eu, muita gente também não deixou de ouvir só porque a banda tinha acabado! Os verdadeiros fãs de
KiLLi nunca esqueceram da banda. Isso é ótimo!
Paulo: Eu fiquei bem surpreso quando soube disso, há alguns meses. Vi até que a gente ainda estava entre os 20 ou 30 mais baixados do site. Mas eu realmente não sei explicar o motivo, só sei que fiquei muito feliz por ainda ter uma galera ouvindo a banda.
Mariana: Porque música feita com o coração não tem prazo de validade!
A pergunta inevitável: o quê levou o KiLLi a voltar?
Paulo: Todos da banda estavam sentindo falta. Mesmo com o fim do
KiLLi, ainda éramos muito amigos, então sempre rolava uma conversa a respeito. De um ano pra cá as conversas foram se intensificando, até a gente chegar no ponto de decidir voltar. Fora isso, a gente viu que a banda ainda tinha uma relevância pra muita gente, coisa que os downloads do TramaVirtual comprovam (risos).
[foto:
Aline Durigan, edição: Mariana K]
Queria que vocês falassem um pouco do que andaram fazendo desde que o KiLLi tinha acabado.
Mariana: Eu me aprofundei no mundo da criação visual, do design e do marketing. Musicalmente, comecei a compor e tocar em um outro projeto também, chamado Hazelnuts, que tem violino e bodhrán. Estamos começando ainda.
Tavinho: Eu comecei a aprender a tocar bateria e entrei em uma banda chamada Dash Hopes. Mas ainda estou aprendendo (risos). Também fiz alguns shows com o
Condessa Safira, tocando baixo, inclusive nos shows de tributo, o que foi muuuuito legal!
Paulo: Logo que o
KiLLi acabou eu passei a escrever algumas canções e a gravar sozinho mesmo. Um pouco depois, recebi o convite para integrar o
Last Post, então deixei essa minha “carreira solo” (risos) de lado. Ano passado cheguei a tocar por uns meses também com o Pousatigres!
Aliás, como foi esse retorno do Zeh à bateria, instrumento que ele tocava no Holly Tree.
Mariana: Pro
KiLLi tá sendo lindo!
Paulo: Cara, essa volta do
KiLLi é uma alegria vinda de diversas formas. O Holly Tree sempre foi uma grande influência pra banda, então imagina a honra que é hoje ter o Zeh tocando bateria com a gente. Eu ainda to me acostumando com isso, é surreal!
Lá de 2002, quando vocês lançaram Menos Um, pra hoje, depois de tanto tempo, quais vocês sentem que são as principais mudanças pra uma banda independente brasileira?
Mariana: Basicamente a velocidade e a democratização do acesso à informação. Hoje banda nova continua desconhecida só se for muito ruim.
Paulo: Ou não, hein Má? (risos). Eu acho mais ou menos isso... É que hoje tem MUITA banda, então tem aquelas que são boas mas não conseguem destaque. Acho que pra se destacar, além de ser uma banda boa, tem que ter um apelo diferente, algo que faça as pessoas distingui-la das demais. Banda brasileira tem mania de querer soar “igual aquela banda gringa”, mas eu to vendo que já saí um pouco da pergunta (risos). Esse discurso fica pra uma próxima entrevista.
O quê representa esse show do KiLLi no Hangar 110 no dia 03 de fevereiro? Quais são as expectativas?
Mariana: Pelo jeito será meio nostálgico, de acordo com os comentários que andei vendo. Eu não imaginava ter marcado uma fase da vida de tanta gente. E vai ser uma oportunidade pra quem nunca tinha visto também, de conhecer a banda no palco.
Tavinho: Sem dúvida, estamos muito ansiosos para matar a saudade dos palcos. Eu espero rever todas as pessoas que eu tive o prazer de conhecer desses tantos anos de banda!
As bandas que tocam junto foram escolhidas por vocês?
Paulo: Sim, nós que chamamos. A
Depois do Fim por ser uma banda que manteve muito do
KiLLi vivo, mesmo depois da nossa parada, tocando covers e fazendo até tributos (!). E o
Let´s Go e o
Parachamas são dessas poucas bandas novas que fazem um som decente, com personalidade.
Quais são os próximos planos do KiLLi?
Mariana: Plano C? (risos). Agora a gente toca por diversão, sem a pressão de antes. Então o próximo plano é não ter plano definido, mas ir fazendo o que dá vontade!
Paulo: E aí deu vontade de gravar um EP. Neste momento, baterias e baixos já estão concluídos. Estamos gravando com calma, a intenção é fazer um disco que tenha a nossa cara, mas ao mesmo tempo mostre algo diferente. E acho que estamos conseguindo!
Quando: 03/02 (sexta-feira)
Quem: KiLLi,
Depois do Fim,
Let´s Go e
Parachamas.
Onde: Hangar 110 (Rua Rodolfo Miranda, 110) - São Paulo/SP.
Horário: 19h.
Entrada: R$ 15 (antecipado) ou R$ 20 (na porta).
Ouvir/baixar: www.tramavirtual.com.br/killi
www.tramavirtual.com.br/banda_lets_go
www.tramavirtual.com.br/parachamas
Para ouvir e/ou baixar!
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