Nascido na capital paulista, o
Banalizando começou a tocar em 2000 graças aos famosos festivais de colégio, quando alguns amigos se juntam pra se apresentar na escola. A banda – na época uma dupla – se encontrou para ensair e, sem se dar conta, acabou criando músicas instrumentais. Dois anos mais tarde, convidaram um amigo e a clássica formação guitarra-baixo-bateria estava completa, dando uma unidade melhor ao grupo. Graças à sua incrível sonoridade, que lembra nomes como Medeski, Martin & Wood, recentemente o Banalizando foi uma das 30 finalistas do Concurso de Bandas Speedy Experience, que contou com mais 3000 artistas. O primeiro disco oficial,
Jazz Para Jovens, fica pronto em janeiro do ano que vem e deve ser lançado ainda no primeiro semestre. O baixista Ivan falou a TramaVirtual sobre as várias influências do Banalizando e o álbum de estréia do grupo, entre outras coisas.
Quando começou a banda?O Banalizando começou há mais ou menos cinco anos. No início a banda era eu e o Tide, nós nos conhecemos no colégio e naquela época rolavam muitos festivais de bandas, e o pessoal tocava punk, hardcore, indie rock e outras coisas. A gente sempre pesquisava coisas diferentes como música brasileira, latina e jazz. Começamos a nos encontrar para tocar de vez em quando e quando vimos já estávamos compondo sem compromisso algumas bases. Com essa "enorme" formação nós dividíamos tudo: guitarra, baixo, bateria, percussão, teclado e outras coisas esquisitas, já que somos autodidata-xereta-fuçadores. Há três anos convidei um amigo que trabalhava numa loja de instrumentos na Rua Teodoro Sampaio aqui em São Paulo e, por conta da nossa afinidade musical, foi muito fácil o entrosamento do Xuxa no trabalho. Ele chegou com uma objetividade e vigor que estava faltando no nosso som.
De onde veio o nome?Esta é uma história engraçada, já que demoramos um tempão para achar um nome... Um dia estávamos ensaiando e em um pedaço de uma música que nem lembro qual é, havia convenções meio esquisitas e cheias de quebradas, e num certo momento o Tide disse: "pô, a gente vai acabar banalizando a quebrada nessa parte", daí ficou Banalizando a Quebrada, mas como era um nome super-extra-grande deixamos só Banalizando. Ficou legal, já que este nome diz muito sobre esse caráter multi genérico da banda.
Quais as influências do Banalizando?São muitas, já que cada um de nós gosta de coisas variadas, de Medeski, Martin & Wood ao Mestre Vieira, que é um guitarreiro lá do Pará, passando por Miles Davis, Coltrane, Blink 182, Nação Zumbi, trilhas sonoras de filmes, música latina, tango e mais um monte de outras coisas. Apesar de sermos uma banda sem vocal, a música instrumental não é a nossa maior influência, já que nos consideramos uma banda sem esse rótulo.
É mais difícil passar alguma sensação ou sentimento sem vocal? Rola isso?Sim e não. Com uma letra, a comunicação é feita de forma direta seja ela boa ou ruim. Já na música instrumental, a coisa é mais subjetiva, pois muitas pessoas querem ver um campeonato de quem faz mais notas por segundo, que particularmente achamos um saco (não somos adeptos dessa fritação desenfreada). Da mesma forma que algumas pessoas gostam de coisas mais minimalistas, como o easy listening e o lounge. Posso dizer que somos uma banda instrumental por mero acaso, pois como eu disse anteriormente não nos consideramos uma banda com esse rótulo. A idéia é fazer um som instrumental acessível à maioria das pessoas sem muita frescura, com melodias fáceis e priorizando o groove, mas se alguém quiser se candidatar a cantar aceitamos propostas!
A banda foi uma das 30 selecionadas para o Concurso de Bandas Speedy Experience por TramaVirtual. Fale um pouco a respeito disso.Foi um lance muito legal esse Concurso de Bandas Speedy Experience, já que recebemos muitos e-mails de pessoas que conheceram o trabalho através dele. Quanto ao fato de estarmos entre os 30 finalistas, esse foi o maior prêmio que poderíamos ter recebido! Imagine só: uma banda de três caras toscos, que nem sabem direito o que estão fazendo, com três músicas gravadas num quartinho nos fundos de uma casa chegar numa final entre 3000 bandas... Foi muito bom! Agora esperamos que a repercussão do concurso renda alguns contatos e shows, além de uma mega-turnê pelos Emirados Árabes, Europa, China e interior de São Paulo.
As músicas que estão na TramaVirtual foram gravadas como? Saíram em algum disco?Essas músicas foram gravadas na minha casa, num quarto sem nenhum tratamento acústico e em quatro canais da maneira mais inusitada possível, com um computador, dois amplificadores e dois microfones. Gravamos tudo em dois dias e mixamos com a cara e a coragem em outros poucos dias. Como gravamos o baixo e a guitarra em linha, colocamos vários plugins para dar alguns efeitos, distorções e ambiências. No caso da bateria foi engraçado... Eram só dois microfones para a captação, fizemos várias gambiarras e improvisações nesse quartinho onde havíamos espalhado um monte de colchões e cobertores. Resumindo: a maior bagunça num cubículo de 3 x 3,5 m de comprimento.
Quais bandas brasileiras vocês podem citar que têm um bom trabalho?Existem algumas boas bandas novas como o
Gasolines, Los Tornados, Crazy Legs,
Hurtmold, HBTronics, entre outras. Além de outros trabalhos consagrados como Banda Black Rio, Funk Como Le Gusta, Paulo Moura, Jacob do Bandolim e por aí vai...
Quando sai o disco cheio?Estamos em estúdio gravando material novo. O álbum se chamará
Jazz Para Jovens e provavelmente estará pronto em meados de janeiro. Como não temos contrato com nenhum selo ou distribuidora, estamos finalizando o projeto cuidadosamente já pensando numa possível prensagem.
Como são os shows do Banalizando?Os shows tem sido bem mais pesados que as gravações disponíveis aqui na Tramavirtual. Nas apresentações tocamos com uma atitude rock'n roll muito forte misturada com um groove mais funkeado. A resposta tem sido muito boa por parte do público que não conhece o nosso trabalho. As pessoas que conhecem o som da banda se surpreendem a cada show pelo peso e entrosamento que ao vivo é ainda maior.
Quais os planos pro ano que vem?Temos alguns objetivos para 2006. As grandes prioridades para o primeiro semestre são o lançamento do CD e batalhar uma distribuição nacional dele, e o nosso site que está eternamente em construção. Queremos também fazer muitos shows por aqui, desde o circuito alternativo até alguns festivais e, se possível, tocar em alguns eventos fora do Brasil, o que daria uma ótima visibilidade ao nosso trabalho. Outra prioridade é agregar outros instrumentos e timbres em nossos shows, como sopros, teclado e outras coisas que entrem no clima da banalização da quebrada no país da canção.
Comente
Aguardem...janeiro disco novo!
Com algumas participações e outras surpresas!Instrumental portoalegrense
Ouvi as músicas e achei muito boas. É bom saber que tem gente fazendo música instrumental sem tocar mil notas por segundo. Parabéns! Aproveito e indico duas bandas instrumentais de Porto Alegre disponiveis no trama virtual. Pata De Elefante e Experiências Alucinant. Quem gosta da Banalizando, vai curtir.lindos!!
vocês são demais, muitos parabéns e continuem em frente que vocês ainda tem um mundo inteiro pra conquistar!!! mas vão dando os autógrafos primeiro!Música Nova
Opa! quero agradecer os cometários e os e-mail que temos recebido. E pra quem tava reclamando que tem poucas músicas na nossa página aqui na TRAMA, colocamos uma música do novo CD que estamos gravando. SAUDAÇÕES...
com certeza é uma pessoa que indiretamente influencia na minha maneira de pensar, e com isso, já se manifesta muito na maneira como encaro a própria vida, sociedade, o mundo em si. dou todo meu apoio e espero que nunca pare de trabalhar, é uma pessoa com quem se tem muito a aprender.massa!
a banda manda bem p/ caraleo... muito legal mesmo o som. pena q a gente aqui de maceió vive isolado do resto do mundo graças ao provincianismo local! vou me embora detsa ilha! por enquanto só vou embora viajando na música, mas não vou mentir q o groove do Banalizando me remeteu a living in the shit. bons tempos.Saudações!!!
Parabéns galera!A melhor banda de Sampa!!!
Sou fã de carteirinha,e já estou na porta da loja esperando o disco ofocial! Parabéns rapazes!4 em seguida?
é, vc está trabalhando demais! muahFlávio!