Representando o melhor da surf music,
The Dead Rocks é um trio que se formou em 2002 na cidade de São Carlos, interior de São Paulo. Instrumental, a banda se apóia em nomes clássicos para fazer canções cheias de vigor, com uma sonoridade vintage que facilmente carrega o ouvinte de volta aos anos 60.
International Brazilian Surfs, seu primeiro álbum, foi lançado no ano passado pela Monstro Discos. Depois, a banda ainda participou de um split em vinil. Intitulado
Tiki Twist, o novo EP está prestes a ser lançado, novamente no formato vinil 7”. Duas de suas quatro faixas já podem ser ouvidas na página da banda aqui no site. Por e-mail, o baixista Billi The Tiki conversou com a TramaVirtual.
Quando começou a banda?A banda começou em 2002, em São Carlos (SP), com a proposta de fazer surf-music instrumental, tendo por referência o rock dos anos 50 e 60. No início a formação contava com o baixista Frank Funk, que deixou a banda no início desse ano.
Quem vocês podem citar como influências?As influências são muitas, já que temos uma formação musical bem diversificada. Eu e o Marky somos formados em audiovisual e já participamos de projetos que vão da música eletrônica ao punk e ao folk. Já o Johnny Crash é um exímio guitarrista de blues. A tendência com o passar do tempo foi a banda se aprofundar no gênero surf music, tanto na questão musical das composições, quanto na questão dos timbres dos instrumentos. Posso citar como grandes influências The Ventures, Surfaris, Los Straitjackets, Dick Dale, Tiki Tones, Chuck Berry, entre muitos outros.
E o nome dos integrantes? De onde veio a brincadeira?Essa não é uma brincadeira. O papo é sério.
No ano passado saiu International Brazilian Surfs. Como rolou o processo de gravação desse álbum?Ao longo de dois anos de shows e ensaios a banda foi juntando idéias e composições, sem se importar muito com o estilo ou se isso poderia vir a se tornar um disco. Quando entramos no estúdio para gravar, resolvemos gravar tudo o que tínhamos até o momento, sem saber ao certo se todas as músicas entrariam no CD. Acabamos fazendo três sessões ao vivo no estúdio Submarino, de propriedade de Clayton Martin, baterista do meio alternativo, que toca com
Jupiter Maçã,
Detetives, Cidadão Instigado e que tem sua própria banda, a
Vaca de Pelúcia. Dessas três sessões de gravação saíram 19 músicas, entre elas um free surf, um blues e muita surf music, tudo instrumental. Entre as versões gravamos uma música do Cartola, uma do Candeia, famosos sambistas, um tema latino chamado “El Condor Pasa”, um tema que Helena Meireles tocava e um tema medieval famosíssimo chamado “Green Sleves”. Depois de ouvirmos tudo mixado, achamos que as músicas tinham algo que as ligavam e acabamos colocando todas no disco, o que fez do disco uma grande coleção de clássicos.
O CD foi bem recebido pela mídia e público?Sim, o CD foi muito bem recebido tanto pela mídia como pelo público, tanto aqui no Brasil quanto na Europa e nos EUA. Tivemos ótimas criticas em revistas espalhadas por todo país, em sites, programas de rádio e revistas da Europa e nos EUA. O disco recebeu quatro estrelas do maior crítico de surf music do mundo, Mr. Phill Dirt, que acima de tudo disse que não ouvia composições como as nossas desde os anos 60. Essa resenha está disponível no site www.reverbcentral.com.
O split pela Mondo77 saiu em 2005 também. Quais são as outras bandas? Fale um pouco desse split, de como foi lançar em vinil, etc.O split foi organizado pelo Gabriel Tomaz da banda
Autoramas. As bandas que também fazem parte deste vinil são: Autoramas (RJ),
Psicotrópicos Deluxe (PR) e
Super Stereo Surf (DF). Olha, ainda não tivemos o gostinho que queremos sentir lançando um vinil, no final esse split acabou lançando uma versão demo de uma de nossas músicas e recebemos bem poucas cópias dele. Acho que foi importante para divulgação e realmente é uma coisa que queremos preservar. Lá fora, a maioria das bandas de surf music ainda lançam em vinil e queremos manter essa tradição, pois adoramos a cultura vintage.
É difícil ser uma banda instrumental no Brasil?Não. Na realidade a surf music tem alguns macetes para não se tornar repetitiva e maçante – essa é a primeira impressão que se tem ao se saber que uma banda é instrumental. A presença da guitarra, tanto em questão das linhas melódicas, quanto na questão de freqüência do som (que é muito próxima à da voz humana) garante suprimir a ausência de um cantor. A questão do reverb (levado às últimas conseqüências dentro do estilo surf music) também nos proporciona uma espacialidade que preenche qualquer vazio sonoro que pudesse ocorrer. Tudo isso temos estudado e percebido na prática. É muito raro alguém notar a ausência de um vocalista em nossos shows. Isso não tem sido um inconveniente e sim uma qualidade.
Vocês tem tocado muito pelo Brasil todo. Como tem sido os shows?Temos sido muito bem recebidos em todos os lugares por onde passamos. Esse ano já tocamos em oito capitais e mais diversas cidades do interior do país. Percebemos que o respeito aumenta na proporção de nosso empenho em profissionalizar a banda. Temos investido muito em equipamentos, divulgação, contatos, etc. e a cada show nos sentimos mais satisfeitos e, ao que parece, a reação do público tem sido proporcional. É sempre um grande prazer para nós tocar em lugares distantes ou próximos e sentir que nossa música é apreciada. É um prêmio enorme para nós.
Quando sai o EP Tiki Twist?O EP deve sair dentro de um mês ou dois. Ele já está na fábrica. Estamos ansiosos.
Como foi gravar esse EP?Gravar esse EP foi a coroação de um importante caminho na busca do timbre perfeito. Gravamos ele ao vivo, sem overdubs, no estúdio Le Boot, em São Carlos. Esse estúdio é de propriedade de Cesar Botta, importante guitarrista nacional que já tocou com grandes nomes da MPB como Itamar Assunção e Daúde. O Bottinha é um apreciador de equipamentos vintage e tem um ouvido e uma competência excepcionais, o que, para nós, foi importantíssimo. Todo o tratamento do som da guitarra foi feito em equipamentos valvulados de primeiríssima qualidade. Chegamos muito perto do som ideal. Estamos no caminho. Nesse EP entrarão quatro músicas: “Tiki Twist”, “El Bongo”, “Center of the Universe” e “L´espion Invisible en Vacances”.
Planos futuros?Os planos prioritários para o futuro são gravar o novo disco (já temos muitas músicas prontas), excursionar bastante pelo Brasil, América Latina, América do Norte e Europa. Já estamos caminhando bastante nesse sentido. Além disso, estão para sair um split em vinil na Alemanha e outro na Grécia. O plano maior é chegar cada vez mais próximo da surf music perfeita, esteja ela onde estiver!
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Sonzera
Aê Martuci...representando Sanca ai...fmza...som com muita energia e qualidade....boa sorte pra vcs.... Pedro.