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Ingredientes certos 05/10/2006

Trio sergipano Rockassetes mistura pop e indie rock com influências da Jovem Guarda e se prepara para excursionar pelo país

Por: Leandro Carbonato

Um pouco de Jovem Guarda, uma pitada de pop, mais um pouquinho de indie temperado com muita guitarra. Uma receita com tantos ingredientes saborosos só poderia resultar em um doce e cremoso resultado, que ganhou o nome de Rockassetes. Vindos direto de Sergipe para a capital paulista atrás de ouvidos que degustassem seu novo EP As Flechas, lançado pelo metri Senhor F., o trio se prepara para sua primeira turnê, que passará por três regiões do Brasil. Em entrevista à TramaVirtual, o baixista e violonista João Melo conta mais sobre a história da banda.

Como foi o começo da banda?
Os irmãos Mattos já tinham uma banda com um outro guitarrista, o Rodrigo de Freitas (que depois veio a fazer o projeto gráfico do EP Sistema Nervoso). Através do Rodrigo, eu fui apresentado aos irmãos, e as coisas começaram a ser levadas mais a sério, já que agora seria uma banda completa com baixo e tudo mais. Gravamos uma música, “Uma Carta pra Tarsila”, e nos inscrevemos em alguns festivais locais. Acabamos sendo campeões em um deles, o Festival Novo Canto, em 2000. Daí os shows começaram a aparecer, a música começou a tocar na rádio e por aí vai.

Nessa época vocês tinham outro nome, certo? Por que mudaram?
Éramos os Eloqüentes. Mudamos pouco antes de vir pra SP, porque descobrimos uma outra banda já registrada com aquele nome. Mudamos pra não termos problemas por aqui. Mas Rockassetes é bem melhor. Mais... rock!

Falando da música de vocês, algo meio Jovem guarda, meio anos 60, certo? Primeiro, o que vocês acham dessa classificação?
Acho simplória!

De uma classificação mais adequada.
Temos alguma pitada sim da música daquela época. Mas pitadas, influências. Acreditamos que o som que fazemos atinge outras vertentes e procuramos não nos prender a um estilo ou época específica. É bem verdade que no início da banda bebíamos bem mais dessa fonte, mas acho que passamos por um processo de evolução. O que é natural, até. Classificação? Essa pergunta é bem difícil de ser respondida. Acho que classificando como rock'n'roll já está de bom tamanho. Agora, não descartamos uma boa influência do pop, de música brasileira e etc.

Como era fazer esse tipo de som em Sergipe, como era a cena lá?
Sergipe é bem diferente do que acontece aqui em SP, a estrutura lá nunca foi fixa, sempre está oscilando entre fases boas e ruins, mas tem ótimas bandas, como Plástico Lunar, Urublues, Snooze, Mariascombona.

E o público?
Tem um publico legal, inclusive antes de sairmos de lá já tínhamos um ótimo público cativo! Pelo menos o nosso tá conquistado. Mas é uma característica também bem difícil de explicar, cada show é meio imprevisível. Agora em janeiro estaremos voltando lá pra cima pra fazer uma turnê pelo nordeste, e Aracaju já espera. Temos recebido contato do público contente com a nossa volta.

E já que você falou disso. Por que a mudança pra São Paulo?
Já tínhamos um bom público lá, conseguimos estar nos principais veículos de comunicação locais, e precisávamos de algo mais. Daí pra frente, só uma capital maior poderia nos satisfazer nesses tais contatos, mais casas pra shows, mais mídia, efervescência. Tocamos no festival Calango agora em agosto, e só foi possível porque estamos aqui. Essa turnê de outubro em que vamos entrar só vai ser possível por isso também.

Falando dessa turnê, vocês idealizaram e organizaram tudo? Conte um pouco sobre ela.
Foi totalmente independente. Chamamos ela de Rockassetes Fora de Órbita! (“Fora de Órbita” é uma música nova que vai estar no disco). A chama pra fazer a turnê se acendeu com força no Calango, em Cuiabá, onde conhecemos um monte de gente. Vários produtores se interessaram em nos levar pra outras cidades. Um dos shows inclusive vai ser o lançamento da edição da revista Decibélica, em que vamos ser capa. O primeiro da tour vai ser em Goiânia, depois virá Brasília, Jaú (interior de SP), Curitiba e interior do Paraná (Londrina e Maringá).

Vocês lançaram um EP em 2005 e com isso conseguiram o respaldo do Senhor F. Como rolou?
Já mantínhamos contato com o Fernando Rosa via e-mail. Ele nos descobriu pela internet, entrou em contato e queria fazer uma entrevista. Daí, a troca de informações e afinidades foi crucial. Continuamos por e-mails, e aqui em SP nos conhecemos, e ele decidiu lançar o single “As Flechas” pelo Senhor F. Virtual.

E como está sendo a repercussão desse disco?
Ah, já tem quase seis meses que estamos trabalhando o single aqui em SP, e até hoje aparecem comentários, resenhas e tal. O mais legal é que ele caiu mesmo no nosso gosto, conseguimos realizar o que nos faltou no EP anterior. Mais rock, mais guitarra, sabe? E agora já começamos a correr atrás de gravar o disco cheio, o nosso primeiro deve sair no início do ano que vem.

 

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  •   09/10/2006 Irina Bertolucci Chermont

    parabéns meninos!

    boa turnê....... beijos
      06/10/2006 Marivone Vieira

    Marivone Vieira

    "Lembro que quando eles tocavam a gente podia viver a euforia que via nos filmes, que a gente nem tinha nascido para vivenciar". Saudades, meninos. Quem ouve, sabe que merece!
      06/10/2006 Ariane dos Santos Souza

    Tourrrrrrr

    Ae Rockassetes!!!!! Soh tenho a desejar-lhes sorte nessa empreitada de vcs... pq talento, criatividade, personalidade e carisma vcs tem... Boas musicas, bons musicos e sem contar na simpatia e boa vontade que vcs têm de sobra... Espero ve-los tocar aqui em Porto Velho!!!!!!!! Abraços
      05/10/2006 Marcelo Volcov

    Aeww Galerinhaaaa de SE!! :)

    É isso mesmo, Rockassetes é a BANDA!!! Esse Trio é show de bola, tanto na banda quando fora, são três amigos showww!! Galera, desejo tudo de bom pra vcs !!! Grande Abraço !! Peter :)
      05/10/2006 Camila

    Camila Vilela (nixproducoesdf@gmail.com)

    Quem nunca ouviu certa canção uma única vez e ela ficou durante horas com você? Os riffs, a letra, a batida, o solo, a distorção ... Pois bem, é assim com a Rockassetes. Desde a primeira ouvida, tem-se a nítida sensação de que o som dos caras já faz parte de você, já existe aí dentro. É por isso que se balançam pernas, quadris e cabeças. Você não conhece, apenas reconhece. Como já dizia o poetinha sobre os amigos. Dizem por aí que isso é característica da boa música ... acho que acredito. Tive a prova. "As Flechas" ficou em mim das 4 da manhã ao meio dia. Bendito seja quem inventou o "repeat" do som! Escutem!
      05/10/2006 Ramon Franklin Silva Santos

    Fora de Orbita Meeeeeesmo!!

    Banda simplesmente total e super super! já estive em alguns shows desses caras ei sempre sai com uma sensação de dever cumprido com meus ouvidos e corpo devidamente dolorido no dia seguinte hahahaha! Cool!
      05/10/2006 paula

    paula_festival beradeiros

    banda cativante que com certeza alegra minhas loucas madrugadas! a banda tem talento,carisma,letras inteligentes e musica enpolgante! falar mais oque?? huahuhua sucesso Rockassetes e estou anciosa com a apresentação de vcs aqui em rondonia!
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