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Zander

     Zander

Depois de dois EPs, quinteto carioca lança primeiro álbum completo


Por: Ricardo Tibiu

Formado no Rio de Janeiro em 2007, o quinteto Zander não tem medo de nadar contra a maré. Sua formação inclui membros que passaram ou fazem parte de Dead Fish, Noção de Nada, Deluxe Trio, Heffer (os mais jovens conhecem como Reffer) e A Sangue Frio, e diferente de outros “supergrupos” – fadados à vida curta – a longevidade perdura.

Outro fator: se a tendência hoje em dia é soar mais pop para tentar
alçar voo comercial ou mais hardcore por autoafirmação e/ou forma de
justificar o fracasso (novamente) comercial, Gabriel Zander
(voz/guitarra), Marcelo Adam (baixo), Gabriel Arbex (guitarra), Philippe
Fargnoli (guitarra/voz) e Leonardo Mitchell (bateria) não tomam esses
rumos e esquivam-se de rótulos. Mas o que fazem é ROCK, assim,
maiúsculo.

Depois de Em Construção (2008) e Já Faz Algum Tempo
(2009), dois EPs que tiveram boa resposta do público, chega a vez de
acalentar as pessoas com seu primeiro full-length. Apostando de cabeça
no “do it yourself”, Brasa, que tem arte assinada por Leo Vilas, foi gravado no Superfuzz e sairá fisicamente via Manifesto Discos, ambos de propriedade deles mesmos.

“Auto Falantes” abre o disco “queimando combustível, colocando no máximo
até distorcer” e com uma linha de baixo que mostra porque Adam foi
escolhido para assumir o posto. É preciso muita personalidade e destreza
para se destacar em meio ao intenso paredão de guitarras – ainda que
por outros compromissos Fargnoli acabou não participando –
característico do Zander.


A herança hardcore chega através de “Linha Vermelha”, que se não fosse
em português poderia facilmente ter saído de algum lado B perdido do
Heffer (ok jovens, Reffer!). Com energia ela mescla melodia e técnica,
além de valer cada segundo ao deixar uma mensagem: “Se a nossa vida nos
trouxe até aqui, as canções podem nos unir”.


Já que é para citar ex-banda, “Até a Próxima Parada” pode trazer aos fãs de Noção de Nada
boas lembranças. Apesar de remeter à fase final do grupo, ela revive um
pouco a banda, até o tema, que retrata a vida na estrada de forma
saudosista e um pouco melancólica.


Nem só de amores ou dissabores (as belas “Meia Noite” e “Sunglasses”,
sendo esta a primeira dos caras em inglês) eles vivem e exteriorizam.
“Terreiro” traz analogias ligadas à fé; “Humaitá”, por exemplo, não sabe
(alguém precisa contar pra ela!), mas é punk. Crua, sem ser tosca,
direta sem grosseria, ainda assim dá um tapa na cara, porém sem luva de
pelica.

Sem economizar nas guitarras “Simples Assim” relata a batalha cotidiana,
mas o estopim mesmo (minha predileta, confesso!) é “Motim”. Nela, o
Zander começa com riffs ao melhor estilo Hellacopters, logo encarnando
um The Clash “incitando” com urgência um tumulto. Impossível deixar de
dizer que ela tem uma breve, mas contagiante passagem reggae. 


Daí percebe-se que nada é reto, tudo tem contornos, muita malemolência
(ou seria cadência?) carioca... Caso de “Sem Fim”, que, ironia do
destino, encerra o disco.

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Genero: Punk Rock
Cidade: Rio de Janeiro / RJ

Contato

Fone: (21) 3563-0008

Tributo ao Samiam

2011Ouvir Todas

Brasa

2010Ouvir Todas

Já Faz Algum Tempo

2009Ouvir Todas

SUPERFUZZ SESSIONS VOL. 1

Ouvir Todas

Em Construção

2008Ouvir Todas
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